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Paraná amplia inclusão digital e chega a 93,56% dos domicílios conectados

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O Paraná alcançou 93,56% dos domicílios ocupados com pelo menos um morador conectado à internet, segundo a Pesquisa por Amostra de Domicílios do Paraná (PAD-PR), realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

O resultado mostra que a conectividade já faz parte da rotina da grande maioria das famílias paranaenses e reforça o avanço da inclusão digital no estado.

Ao mesmo tempo, os dados revelam diferenças entre regiões urbanas e rurais e entre diferentes áreas do Paraná, indicando que o desafio agora está em reduzir as desigualdades restantes.

Acesso supera 94% nas áreas urbanas

Nas áreas urbanas, 94,08% dos domicílios possuem ao menos um morador com acesso à internet.

No meio rural, o percentual é menor, mas também elevado: 88,99%.

A diferença de pouco mais de cinco pontos percentuais mostra que a expansão da conectividade avançou também para fora dos grandes centros, mas ainda existe uma distância a ser reduzida.

Pesquisa visitou mais de 50 mil domicílios

O levantamento foi realizado no primeiro semestre de 2025 e envolveu visitas a mais de 50 mil domicílios em todo o Paraná.

A metodologia considerou as chamadas regiões geográficas imediatas, divisão utilizada pelo IBGE para agrupar municípios próximos com base em relações econômicas, sociais e de acesso a serviços.

Por isso, os indicadores apresentados representam conjuntos regionais e não apenas os municípios que dão nome a cada área.

Foz do Iguaçu lidera conectividade no estado

No índice geral, que reúne áreas urbanas e rurais, a região imediata de Foz do Iguaçu aparece na liderança, com 96,09% dos domicílios conectados.

Na sequência estão:

  • Marechal Cândido Rondon, com 95,96%;
  • Curitiba, com 95,02%.

Os números colocam essas regiões muito próximas de uma cobertura praticamente universal.

Diferenças regionais ainda aparecem

Apesar do índice elevado no estado, algumas regiões registram percentuais menores.

Ivaiporã aparece com 87,81% dos domicílios conectados.

Pitanga registra 88,11%, enquanto Paranacity e Colorado aparecem com 88,29%.

Essas diferenças mostram que a expansão da internet ocorreu em ritmos distintos pelo território.

Zona rural apresenta maior desigualdade

No recorte exclusivamente rural, as diferenças se tornam mais evidentes.

Foz do Iguaçu registra 97,22% dos domicílios rurais conectados.

Marechal Cândido Rondon aparece com 96,65%, enquanto Londrina alcança 95,45%.

Na outra ponta, a região imediata de Loanda registra 80,83%, o menor índice entre as áreas rurais destacadas.

Telêmaco Borba aparece com 83,65% e Irati com 84,48%.

Inclusão digital vai além de ter sinal de internet

Os números mostram um avanço expressivo, mas inclusão digital não depende apenas da existência de conexão.

Qualidade do serviço, velocidade, preço, disponibilidade de equipamentos e capacidade de uso também influenciam o acesso efetivo às oportunidades digitais.

Uma residência pode estar conectada e, ainda assim, enfrentar limitações para estudar, trabalhar ou utilizar serviços públicos online.

Internet virou infraestrutura essencial

A conectividade passou a ter um papel semelhante ao de outras infraestruturas básicas.

Hoje, o acesso à internet influencia diretamente atividades como:

  • educação;
  • trabalho;
  • serviços bancários;
  • atendimento público;
  • saúde;
  • comércio eletrônico;
  • comunicação;
  • informação;
  • empreendedorismo.

Nesse cenário, ampliar a conexão significa também ampliar oportunidades.

Educação depende cada vez mais da conectividade

Na área educacional, a internet se tornou uma ferramenta essencial para pesquisa, acesso a plataformas de ensino e realização de atividades.

Para estudantes em áreas rurais ou distantes dos centros urbanos, a conectividade pode reduzir barreiras geográficas.

Ao mesmo tempo, conexões instáveis ou de baixa velocidade podem comprometer o aproveitamento dessas ferramentas.

Trabalho remoto reforçou importância da internet

O avanço do trabalho remoto e híbrido também tornou a qualidade da conexão ainda mais relevante.

Profissionais dependem da internet para acessar sistemas, participar de reuniões e executar tarefas.

Em regiões com infraestrutura digital mais limitada, as oportunidades de trabalho podem ser afetadas diretamente.

Serviços públicos também migraram para o ambiente digital

Governos municipais, estaduais e federal vêm ampliando a oferta de serviços online.

Agendamentos, emissão de documentos, inscrições, consultas e solicitações podem ser feitas sem deslocamento.

Esse processo aumenta a praticidade para quem está conectado, mas também pode ampliar dificuldades para quem ainda está fora do ambiente digital.

Conectividade impacta pequenos negócios

A internet também passou a ser fundamental para micro e pequenos empreendedores.

Com acesso à rede, empresas conseguem:

  • vender pelas redes sociais;
  • utilizar plataformas de e-commerce;
  • realizar pagamentos digitais;
  • divulgar produtos;
  • atender clientes por aplicativos;
  • contratar serviços;
  • acessar marketplaces.

Por isso, conectividade também é uma variável de competitividade.

Zona rural ganha novas ferramentas

No campo, o avanço da internet permite ampliar o uso de tecnologias voltadas à produção.

Produtores podem acessar informações meteorológicas, gerenciar propriedades, comprar insumos e acompanhar mercados.

Ferramentas de agricultura de precisão também dependem de conectividade.

A redução da diferença entre áreas urbanas e rurais, portanto, pode produzir impactos econômicos importantes.

Foz do Iguaçu se destaca também no meio rural

O desempenho da região de Foz do Iguaçu chama atenção justamente por combinar altos índices tanto na área urbana quanto na rural.

Com 97,22% de conectividade rural, a região mostra que é possível alcançar cobertura elevada mesmo fora dos grandes centros urbanos.

Mais de 6% dos domicílios ainda estão fora da rede

Apesar dos avanços, o percentual estadual também mostra que uma parcela da população ainda não possui acesso.

Mais de 6% dos domicílios do Paraná não têm nenhum morador conectado.

Na zona rural, essa proporção ultrapassa 11%.

Isso significa que ainda existem famílias com dificuldades para acessar oportunidades ligadas a serviços, educação e mercado de trabalho.

Dados ajudam a direcionar investimentos

O levantamento do Ipardes permite identificar onde estão as maiores lacunas.

Com esse tipo de informação, políticas públicas podem ser direcionadas para regiões com menor cobertura.

O diagnóstico também ajuda empresas e operadoras a identificar áreas onde existe demanda por expansão de infraestrutura.

Conectividade se torna indicador de desenvolvimento

O acesso à internet passou a ser cada vez mais associado a desenvolvimento econômico e social.

Regiões com melhor infraestrutura digital tendem a oferecer melhores condições para atração de empresas, ampliação de serviços e geração de oportunidades.

Por isso, conectividade passou a ser um ativo estratégico para municípios e estados.

Paraná se aproxima de cobertura ampla

Com 93,56% dos domicílios conectados, o Paraná apresenta um cenário de ampla disseminação da internet.

Os dados mostram que a inclusão digital avançou de forma importante.

O desafio agora está em garantir que essa expansão seja acompanhada de qualidade, acessibilidade e redução das desigualdades regionais.

Mais do que conectar residências, o próximo passo é fazer com que a internet se transforme efetivamente em acesso a educação, trabalho, serviços e oportunidades.

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