O Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, passou a contar com uma nova estrutura para atendimento de pacientes queimados após a conclusão da reforma da Unidade de Tratamento de Queimados e do Ambulatório de Queimados.
A modernização faz parte de um projeto mais amplo de reestruturação do complexo hospitalar, que prevê R$ 367 milhões em investimentos e aumento da capacidade total de 392 para 507 leitos.
A nova unidade concentra, em um mesmo pavimento, atendimento intensivo, internação, cirurgia e recuperação, ampliando a integração das etapas do tratamento.
Estrutura reúne cirurgia, UTI e enfermaria no mesmo pavimento
Instalada no 10º andar do hospital, a Unidade de Tratamento de Queimados passou a contar com duas salas cirúrgicas exclusivas, quatro leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma sala com dois leitos de Recuperação Pós-Anestésica e enfermaria com capacidade para 24 pacientes.
Os quartos da enfermaria são duplos e a nova organização permite concentrar diferentes etapas do cuidado no mesmo setor.
Pacientes vítimas de queimaduras geralmente demandam acompanhamento prolongado e multidisciplinar, o que torna a integração entre cirurgia, terapia intensiva, internação e reabilitação um dos pontos centrais da nova estrutura.
Segundo a Prefeitura, os pacientes também terão acompanhamento psicológico durante o tratamento.
Ambulatório garante continuidade do atendimento após a alta
O Ambulatório de Queimados, instalado no térreo do hospital, será responsável pelo acompanhamento especializado dos pacientes depois da alta hospitalar.
O espaço possui dois consultórios, sala de espera, posto de enfermagem, sala de procedimentos, área para fisioterapia e sanitários acessíveis.
A estrutura busca garantir continuidade ao tratamento e à reabilitação funcional, etapa especialmente importante para pacientes que podem apresentar limitações de mobilidade, necessidade de curativos prolongados ou acompanhamento multiprofissional.
Hospital atende pacientes de São Paulo e de outros estados
O Hospital Municipal do Tatuapé é referência em procedimentos de média e alta complexidade e recebe pacientes da Zona Leste, de outras regiões da capital, de diferentes municípios e também de outros estados.
Durante a entrega da nova estrutura, o prefeito Ricardo Nunes destacou a abrangência do atendimento.
“Recebemos aqui pessoas da cidade de São Paulo, de outros municípios e até de outros estados”, afirmou.
Segundo Nunes, o custo mensal de operação do Hospital do Tatuapé chega a R$ 48 milhões.
O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, classificou a nova estrutura como “um hospital dentro de um hospital”, em referência ao grau de especialização concentrado na área de atendimento a queimados.
Ampliação prevê hospital com 507 leitos
A reforma da unidade de queimados faz parte de uma modernização mais ampla do Hospital Municipal do Tatuapé.
O projeto prevê aumentar a capacidade total de 392 para 507 leitos, incluindo expansão de UTIs, pronto-socorro e enfermarias.
Também já foram realizadas melhorias em infraestrutura, como instalação de nova central de energia, sistemas de água quente, gás e climatização central.
Está prevista ainda a construção de um bloco anexo para concentrar áreas administrativas e uma nova base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A mudança deverá liberar espaços no edifício principal para expansão dos serviços assistenciais.
Referência histórica no tratamento de queimados
Inaugurado em 1969, o Hospital Municipal do Tatuapé é uma das referências brasileiras no atendimento de pacientes queimados.
A unidade também oferece pronto-socorro adulto e pediátrico, centro cirúrgico geral com oito salas, 14 leitos de recuperação pós-anestésica e 50 leitos de UTI adulto.
O hospital conta ainda com dez leitos de UTI neonatal e dez destinados à pediatria.
Entre as áreas de internação estão clínica médica, clínica cirúrgica, ortopedia, cirurgia vascular, pediatria e atendimento especializado a vítimas de queimaduras.
A estrutura também reúne especialidades como cardiologia, neurologia, pneumologia, nefrologia, geriatria, neurocirurgia e traumatologia, além de serviços de diagnóstico por imagem, endoscopia, colonoscopia, broncoscopia e laboratório.
O complexo abriga ainda o Hemocentro Regional Leste e ambulatórios especializados.
Investimento busca ampliar capacidade e integração da assistência
O investimento de R$ 367 milhões representa uma das maiores frentes de modernização do complexo hospitalar.
Além da reforma física, o projeto busca reorganizar fluxos internos, ampliar número de leitos e concentrar serviços especializados de alta complexidade.
No caso da unidade de queimados, a principal mudança está na integração entre cirurgia, UTI, internação, recuperação e acompanhamento ambulatorial.
A expectativa é que essa estrutura permita atendimento mais organizado e contínuo para pacientes que, em muitos casos, necessitam de longos períodos de recuperação e atuação conjunta de diferentes especialidades.



