O resultado do primeiro turno das Eleições 2026 provocará mudanças importantes na representação política de São Paulo a partir do próximo ano. Dez vereadores da capital foram eleitos para a Câmara dos Deputados ou para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), enquanto uma parlamentar conquistou a posição de segunda suplente ao Senado.
Os vereadores eleitos permanecerão normalmente na Câmara Municipal até 31 de dezembro. A mudança para os novos cargos ocorrerá com o início dos mandatos em 2027.
A repercussão do resultado eleitoral dominou a Sessão Plenária de 6 de outubro, quando a Câmara abriu a Tribuna Livre para que os parlamentares comentassem a votação e agradecessem o apoio recebido nas urnas.
Sete vereadores foram eleitos deputados federais
Dos atuais vereadores da capital que disputaram as eleições, sete conquistaram vagas na Câmara dos Deputados.
Foram eleitos:
- Lucas Pavanato (PL), com 3.038.438 votos;
- Sargento Nantes (PP), com 333.401 votos;
- Ana Carolina Oliveira (Podemos), com 246.741 votos;
- Luna Zarattini (PT), com 233.733 votos;
- Sidney Cruz (MDB), com 130.951 votos;
- Dra. Sandra Tadeu (PL), com 106.471 votos;
- Carlos Bezerra Jr. (PSD), com 89.414 votos.
Lucas Pavanato foi o mais votado entre os vereadores eleitos para a Câmara Federal e, segundo levantamento da Câmara Municipal, alcançou a maior votação já registrada para deputado federal no Estado de São Paulo.
Três vereadores conquistam vagas na Alesp
Outros três parlamentares da Câmara Municipal foram eleitos deputados estaduais:
- Thammy Miranda (PSD), com 85.619 votos;
- Marina Bragante (PSB), com 78.957 votos;
- Keit Lima (PSOL), com 58.984 votos.
A vereadora Rute Costa (PL), por sua vez, foi eleita segunda suplente na chapa do senador André do Prado (PL).
O movimento amplia a presença de políticos com passagem pelo Legislativo municipal em outras esferas de poder e deverá provocar mudanças na composição da Câmara paulistana a partir de 2027.
Câmara de São Paulo reforça papel como espaço de projeção política
Na abertura da sessão, o primeiro vice-presidente da Câmara, João Jorge (MDB), destacou a quantidade de vereadores eleitos para outros cargos. “A Câmara Municipal de São Paulo é uma escola”, afirmou, ao comentar a trajetória dos parlamentares que passarão a atuar na esfera estadual e federal.
A fala reforça uma característica histórica do Legislativo municipal: a Câmara funciona não apenas como espaço de representação local, mas também como etapa de formação e projeção de lideranças políticas.
Vereadores permanecem nos cargos até dezembro
Apesar da eleição para novos mandatos, os parlamentares continuam exercendo normalmente suas funções na Câmara Municipal até o fim de 2026.
João Jorge lembrou durante a sessão que os vereadores ainda têm compromissos legislativos até 31 de dezembro.
Isso significa que projetos, votações, comissões e demais atividades da atual legislatura continuam contando com a participação dos eleitos até o encerramento oficial dos mandatos municipais.
Eleitos usam tribuna para agradecer votos
Parte dos vereadores eleitos utilizou o espaço da Tribuna Livre para comentar a campanha e agradecer o apoio recebido.
Luna Zarattini afirmou ter recebido 233.733 votos e destacou a eleição de mulheres jovens do PT em diferentes estados.
Sargento Nantes, eleito deputado federal com 333.401 votos, classificou a Câmara Municipal como o local onde iniciou sua trajetória política.
Dra. Sandra Tadeu também destacou sua passagem pela Câmara paulistana antes de conquistar uma vaga no Congresso Nacional.
Carlos Bezerra Jr., por sua vez, ressaltou sua trajetória de atuação política e social ao comentar o retorno à Câmara Federal.
Quem não se elegeu também repercutiu resultado
A Tribuna Livre também foi utilizada por vereadores que disputaram outros cargos e não foram eleitos.
Janaina Paschoal (PP), candidata à Câmara dos Deputados, afirmou ter recebido cerca de 47 mil votos e destacou que manteve suas atividades parlamentares durante o período eleitoral.
A participação dos diferentes candidatos transformou a sessão em um balanço político do primeiro turno e abriu espaço para avaliações sobre campanhas, resultados e os próximos movimentos partidários.
Segundo turno presidencial também entra no debate
Os vereadores também repercutiram a disputa pela Presidência da República.
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
O resultado nacional também deve influenciar as articulações políticas em São Paulo nas próximas semanas, especialmente entre vereadores e parlamentares eleitos ligados às campanhas presidenciais.
Resultado muda presença política da capital em Brasília e na Alesp
A eleição de dez vereadores para cargos estaduais e federais amplia a presença de políticos da capital paulista em outras instâncias legislativas.
Ao mesmo tempo, o movimento abre espaço para mudanças na própria composição da Câmara Municipal a partir de 2027, com a convocação de suplentes para ocupar as cadeiras deixadas pelos eleitos.
Mais do que uma sucessão de vitórias individuais, o resultado mostra como a política municipal continua funcionando como uma importante porta de entrada para carreiras que avançam para a esfera estadual e federal.



