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Parque do Moinho terá 61 mil m², áreas esportivas e investimento de R$ 41 milhões no centro de SP

Foto: Divulgação/Governo de SP
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O centro de São Paulo deve ganhar um novo espaço de lazer, esporte e convivência com a implantação do Parque do Moinho, em Campos Elíseos.

O projeto prevê uma área de 61,3 mil metros quadrados e investimento estimado em R$ 41,3 milhões.

O parque será construído no terreno da antiga Favela do Moinho e contará com quadras esportivas, pista de skate, parque infantil, academia ao ar livre, áreas verdes e espaços voltados a atividades culturais e educativas.

A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla de transformação da região central e ocorre após o reassentamento de 851 famílias que viviam na antiga comunidade.

Parque será implantado em etapas

A construção será realizada de forma gradual.

Na primeira fase, o projeto prevê:

  • quadras poliesportivas;
  • quadra de basquete;
  • quadras de esportes de areia;
  • parque infantil;
  • academia ao ar livre;
  • pista de skate;
  • espaços para caminhada;
  • áreas para ciclismo.

Também estão previstos sanitários, bebedouros e locais para oficinas, cursos ambientais e atividades culturais.

Área terá horta urbana e viveiro

Nas fases seguintes, o Parque do Moinho deverá receber estruturas relacionadas à sustentabilidade.

Entre elas estão:

  • horta urbana;
  • viveiro de espécies nativas;
  • pátio de compostagem.

O projeto também prevê paisagismo, iluminação pública e mobiliário urbano.

A proposta busca combinar lazer com educação ambiental e convivência comunitária.

Projeto é dividido em quatro eixos

O planejamento do parque foi organizado em quatro áreas principais:

Cultural e Educativo

Ecológico

Esportivo e Recreativo

Serviços

A divisão busca atender diferentes tipos de público e permitir que o espaço tenha usos variados ao longo do dia.

Investimento previsto é de R$ 41,3 milhões

A obra está em fase de contratação.

O edital da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano prevê investimento estimado em R$ 41,3 milhões.

O prazo para execução é de aproximadamente dois anos, contados a partir da assinatura do contrato.

O projeto foi desenvolvido por equipes técnicas da CDHU.

851 famílias foram reassentadas

O parque será implantado no espaço anteriormente ocupado pela Favela do Moinho.

Segundo o Governo de São Paulo, 851 famílias foram reassentadas por meio de programas habitacionais da CDHU.

A retirada da comunidade abriu espaço para uma nova etapa de reurbanização do território.

O projeto do parque surge justamente como parte desse processo de transformação.

Governo fala em integração da área ao centro

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, afirma que a implantação representa uma segunda fase do projeto para a região.

Segundo ele, após o reassentamento das famílias, o próximo objetivo é integrar o território à malha urbana. Agora, temos uma segunda etapa, consequência desse sucesso, que é a integração daquela área à malha urbana da capital.”

A proposta é transformar uma área antes marcada pela ocupação precária em um equipamento público de convivência.

Localização estratégica no centro

O parque ficará em uma região considerada estratégica.

A área atravessa o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel e está próxima das linhas:

  • 7-Rubi;
  • 8-Diamante;
  • 11-Coral.

A localização reforça a integração do parque com a rede de transporte metropolitano.

Região poderá receber nova estação

Em uma etapa posterior, parte do território deverá ser destinada à futura Estação Bom Retiro.

O terreno previsto para a estação envolve áreas pertencentes à Ceagesp e propriedades particulares.

Esses imóveis estão em processo de transferência e desapropriação.

Se confirmada, a nova estação poderá ampliar a integração da região com o sistema ferroviário.

Área do projeto envolve quatro terrenos

O projeto não ocupa apenas a antiga área da comunidade.

Ao todo, estão previstas quatro propriedades:

  • terreno da antiga Favela do Moinho;
  • uma área da Ceagesp;
  • duas propriedades particulares.

Os três últimos imóveis passam por processo de desapropriação.

A CDHU já possui autorização para iniciar alguns trabalhos nesses espaços.

Parque integra plano de revitalização do centro

A implantação do Parque do Moinho não acontece isoladamente.

O projeto faz parte de uma estratégia maior de transformação de Campos Elíseos e de outros pontos do centro.

Entre as ações previstas está a transferência da sede do Governo do Estado e do Centro Administrativo para a região da Praça Princesa Isabel.

A mudança deve aumentar a circulação diária de servidores, visitantes e prestadores de serviço.

Novo Centro Administrativo pode mudar dinâmica local

A concentração de órgãos estaduais em Campos Elíseos tem potencial para alterar a dinâmica econômica da região.

Mais trabalhadores circulando diariamente podem aumentar a demanda por:

  • restaurantes;
  • comércio;
  • serviços;
  • transporte;
  • moradia;
  • lazer.

Nesse cenário, o parque pode funcionar como parte de uma transformação urbana mais ampla.

Área verde ganha importância em região adensada

A criação de um parque com mais de 61 mil metros quadrados também representa aumento da disponibilidade de áreas verdes em uma região densamente urbanizada.

Áreas desse tipo podem contribuir para:

  • conforto térmico;
  • drenagem urbana;
  • permeabilidade do solo;
  • convivência;
  • prática de atividades físicas;
  • qualidade de vida.

A presença de vegetação também ajuda a criar espaços de permanência no centro.

Projeto leva em conta drenagem e topografia

Segundo o planejamento apresentado, o desenho do parque considerou características específicas do terreno.

Entre elas estão:

  • drenagem;
  • relevo;
  • vegetação existente;
  • integração com o entorno.

Esses fatores são importantes para reduzir problemas de manutenção e melhorar a utilização do espaço ao longo do tempo.

Parque deve atender diferentes públicos

A proposta também tenta combinar diferentes usos.

Famílias poderão utilizar o parque infantil.

Jovens terão acesso a pista de skate e quadras.

Adultos e idosos poderão utilizar áreas de caminhada e academia.

Atividades culturais e educativas também poderão atrair escolas e grupos comunitários.

Região possui forte circulação diária

Segundo o Governo do Estado, cerca de 70% dos deslocamentos na cidade estão relacionados a trabalho e estudo.

Esse dado ajuda a explicar a escolha de uma região central para receber um parque desse porte.

Campos Elíseos concentra população residente, trabalhadores e pessoas que circulam diariamente pela região.

O objetivo é transformar parte desse fluxo em permanência.

Espaço público pode alterar relação com o centro

Um dos desafios históricos do centro de São Paulo é justamente estimular permanência e ocupação dos espaços públicos.

Muitas pessoas atravessam a região apenas para trabalhar ou utilizar transporte.

Parques, praças e equipamentos culturais podem ajudar a mudar essa dinâmica.

Eles criam motivos para que moradores, trabalhadores e visitantes permaneçam no território.

Esporte será um dos principais pilares

A quantidade de equipamentos esportivos chama atenção.

Quadras, pista de skate, espaços para caminhada, ciclismo e academia ao ar livre formam uma infraestrutura voltada à prática de atividades físicas.

Essa combinação transforma o parque em equipamento de lazer e também de promoção de saúde.

Cultura e educação fazem parte da proposta

O projeto não será apenas esportivo.

Espaços destinados a oficinas, cursos ambientais e atividades culturais ampliam as possibilidades de uso.

Isso permite que o parque funcione também como espaço de aprendizado e integração comunitária.

Sustentabilidade entra no projeto

Horta urbana, viveiro e compostagem adicionam uma dimensão ambiental à proposta.

Esses equipamentos podem ser utilizados em atividades educativas e em ações voltadas à sustentabilidade.

A ideia é aproximar a população de temas relacionados a produção de alimentos, resíduos e biodiversidade urbana.

Desafio será integrar parque ao entorno

A implantação de um equipamento desse porte também traz desafios.

Um parque precisa estar integrado à região.

Segurança, iluminação, transporte, manutenção e programação são fatores que influenciam diretamente a utilização.

Criar o espaço físico é apenas uma parte do processo.

O sucesso depende da capacidade de manter o território ativo.

Revitalização urbana exige continuidade

Projetos de transformação do centro normalmente envolvem múltiplas etapas.

Habitação, transporte, segurança, comércio e espaços públicos precisam funcionar de forma integrada.

O Parque do Moinho pode se tornar um dos elementos dessa nova configuração.

Mas seu impacto dependerá de como as demais políticas urbanas evoluírem ao redor.

Novo parque simboliza mudança de uso do território

A área que durante anos abrigou uma ocupação irregular deverá ganhar uma nova função urbana.

Com investimento superior a R$ 41 milhões, mais de 61 mil metros quadrados e diferentes equipamentos esportivos, culturais e ambientais, o Parque do Moinho pode se tornar um dos principais espaços públicos da região central.

A transformação também representa uma mudança de escala.

O terreno deixa de ser visto apenas como área de intervenção habitacional e passa a integrar uma estratégia de revitalização do centro.

O desafio agora será transformar o projeto em um espaço vivo, acessível e integrado à rotina de quem mora, trabalha e circula diariamente por São Paulo.

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