
São Paulo recebe entre sexta-feira (6) e domingo (8) o Formula 1 MSC Cruises Grande Prêmio de São Paulo 2026, com o Autódromo de Interlagos ampliado e modernizado após um conjunto de investimentos que soma R$ 500 milhões. As intervenções aumentaram a capacidade das arquibancadas, modernizaram boxes e pista e ampliaram a estrutura destinada ao público, equipes e convidados.
O evento se consolidou como um dos principais do calendário internacional da capital também pelo impacto econômico. Em 2025, o GP reuniu 303.627 espectadores, movimentou R$ 2,3 bilhões na economia paulistana e gerou cerca de 23,7 mil postos de trabalho, segundo levantamento citado pela Prefeitura de São Paulo.
Os números mostram uma expansão significativa nos últimos anos. Entre 2021 e 2025, o público passou de 181.711 para 303.627 pessoas, crescimento de aproximadamente 67%. No mesmo período, o impacto econômico avançou de R$ 960 milhões para R$ 2,3 bilhões, enquanto a geração de empregos passou de 9,1 mil para 23,7 mil.
O perfil do público também mudou. A participação feminina subiu de 20% em 2021 para 36% em 2025, enquanto a idade média dos espectadores caiu de 44 para 35 anos. No ano passado, 43,1% do público tinha entre 18 e 29 anos.
Interlagos ganha novos assentos e estrutura
Entre as principais intervenções realizadas no Autódromo José Carlos Pace estão o recapeamento da pista, a modernização dos boxes e a construção do Hospitality Center, complexo de 22 mil metros quadrados com capacidade para receber até 6 mil pessoas.
As arquibancadas dos setores A, D e OTC/Laranjinha também foram ampliadas, com a instalação de 7.812 novos assentos. Com as mudanças, a capacidade diária estimada do evento poderá passar de 97 mil para aproximadamente 110 mil espectadores.
Para o CEO do GP de São Paulo, Alan Adler, a competição assumiu uma dimensão que vai além do automobilismo. “Hoje, o GP de São Paulo é muito maior. Ele é um motor de desenvolvimento, turismo, renda, emprego e promoção para a cidade.”
Os investimentos também chegaram ao entorno de Interlagos. Entre as obras estão a requalificação de 9,1 quilômetros do Corredor Interlagos–Teotônio Vilela, com investimento de R$ 100,5 milhões, e a duplicação da Ponte Jurubatuba, estimada em R$ 57,9 milhões.
A expectativa é que essas intervenções permaneçam como legado para a mobilidade da Zona Sul após o encerramento da competição.
Operação especial mobiliza segurança e transporte
Durante os três dias do GP, a cidade terá uma operação especial envolvendo quase 2 mil agentes da Guarda Civil Metropolitana e mais de 730 viaturas. O monitoramento contará ainda com o Smart Sampa, sistema que reúne mais de 50 mil câmeras.
O transporte público terá papel central na chegada ao autódromo. Em 2025, 68% dos espectadores utilizaram ônibus, trens ou outros meios coletivos para acessar Interlagos.
Também estão previstas medidas específicas de acessibilidade, com intérpretes de Libras, vans adaptadas e atendimento a pessoas com deficiência. O autódromo possui Selo de Acessibilidade da Prefeitura e certificação ambiental de três estrelas da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
A programação de 2026 vai além da Fórmula 1 e inclui provas da Fórmula 4 e da Porsche Cup, apresentações aéreas, desfile de veículos históricos e homenagens a Ayrton Senna e Rubens Barrichello. A cantora Ana Castela será responsável pela interpretação do Hino Nacional.
Outra atração será o mural “Nós Somos São Paulo”, criado por Eduardo Kobra. Com aproximadamente 2 mil metros quadrados, a obra retrata Ayrton Senna, trabalhadores e símbolos históricos e arquitetônicos da capital.
Com público crescente, expansão da infraestrutura e impacto bilionário sobre a economia, o GP de São Paulo reforça a importância de Interlagos não apenas como palco do automobilismo mundial, mas também como um ativo turístico, econômico e de projeção internacional da cidade.






