Banner TOPO - 970 x 90 ( site todo )
Home Comunicação, Tecnologia & Inovação ONU alerta para aumento dos riscos contra jornalistas e cobra fim da...

ONU alerta para aumento dos riscos contra jornalistas e cobra fim da impunidade

SmartSampa

A Organização das Nações Unidas voltou a alertar para o aumento dos riscos enfrentados por jornalistas em diferentes partes do mundo e defendeu maior responsabilização pelos crimes cometidos contra profissionais da imprensa.

A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (2), durante o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas.

Em mensagem sobre a data, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a gravidade da situação. “Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade.”

A fala reforça a preocupação da ONU com a violência contra profissionais da imprensa e com a necessidade de preservar o acesso da sociedade à informação.

Banner 1 - 360 x 300 - ( meio de post )

Data lembra jornalistas assassinados no Mali

O Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas foi criado em homenagem aos jornalistas franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional.

Os dois foram assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali.

A data passou a simbolizar a defesa da segurança dos jornalistas e a cobrança por investigações efetivas em casos de violência contra profissionais da imprensa.

Novas tecnologias ampliam riscos

Em 2026, a ONU colocou atenção especial sobre o impacto das novas tecnologias e dos armamentos modernos na segurança dos jornalistas.

Profissionais que trabalham em zonas de conflito enfrentam riscos cada vez mais complexos.

O uso de drones e outros sistemas tecnológicos modificou a dinâmica das guerras e criou novas formas de exposição para repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e equipes de apoio.

Segundo a ONU, parte das mortes registradas em zonas de conflito ocorreu em ataques envolvendo esse tipo de tecnologia.

189 jornalistas foram assassinados em dois anos

Os números ajudam a dimensionar o problema.

Segundo as Nações Unidas, 189 jornalistas foram assassinados em todo o mundo entre 2024 e 2025.

O total é o maior registrado para um biênio desde 2014 e 2015.

A maior parte dessas mortes ocorreu em áreas de conflito.

O dado mostra que a cobertura de guerras continua entre as atividades mais perigosas do jornalismo.

Zonas de conflito concentram maior parte das mortes

A atuação em regiões de guerra expõe jornalistas a riscos diretos.

Além de bombardeios e ataques armados, profissionais podem enfrentar:

  • sequestros;
  • detenções;
  • perseguições;
  • ameaças;
  • censura;
  • restrições de circulação.

Com a introdução de novas tecnologias militares, esses riscos se tornam ainda mais difíceis de prever.

Proteção da imprensa também protege o acesso à informação

A ONU destaca que proteger jornalistas não significa apenas proteger uma categoria profissional.

Também significa preservar o direito da sociedade de receber informações.

Em situações de guerra, crise humanitária ou conflito político, o trabalho da imprensa pode ser uma das poucas formas de documentar:

  • violações de direitos;
  • mortes;
  • deslocamentos;
  • abusos;
  • impactos sobre civis.

Sem jornalistas no local, parte desses acontecimentos pode permanecer sem registro.

Impunidade amplia risco

Outro ponto central da campanha é o combate à impunidade.

Quando crimes contra jornalistas não são investigados ou punidos, aumenta a percepção de que ataques podem ocorrer sem consequência.

Isso pode estimular novas agressões.

Por isso, organizações internacionais defendem que governos investiguem não apenas os executores, mas também quem ordenou, planejou ou financiou crimes contra profissionais da imprensa.

Fenaj cobra responsabilização

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Samira de Castro, reforçou a necessidade de investigação dos casos.

Segundo ela, qualquer assassinato de jornalista é inaceitável.

A dirigente destacou as perguntas levantadas pela campanha da Federação Internacional de Jornalistas. “Quem ordenou o assassinato? Quem planejou? Quem é o responsável final?”

Para Samira, essas questões precisam ser respondidas pelas autoridades.

Responsabilidade vai além do autor material

A discussão sobre impunidade chama atenção justamente para essa diferença.

Em muitos casos, o autor direto do crime pode não ser o único responsável.

Também é necessário investigar:

  • mandantes;
  • financiadores;
  • intermediários;
  • responsáveis pelo planejamento.

Esse tipo de investigação é essencial para quebrar estruturas de violência contra a imprensa.

Jornalismo em zonas de guerra exige novas estratégias

O avanço tecnológico também exige que redações e profissionais repensem protocolos de segurança.

Cobrir conflitos hoje envolve riscos diferentes daqueles de décadas anteriores.

Além de explosões e armas convencionais, jornalistas podem enfrentar sistemas de vigilância, rastreamento e ataques a distância.

Isso aumenta a necessidade de treinamento e planejamento.

Segurança física e digital passam a se misturar

A transformação dos conflitos também aproxima dois tipos de risco.

De um lado, a ameaça física.

De outro, a ameaça digital.

Jornalistas podem ser alvo de:

  • monitoramento;
  • invasão de dispositivos;
  • rastreamento de localização;
  • ataques virtuais.

Em determinadas situações, uma vulnerabilidade digital pode se transformar em risco físico.

Tecnologia pode ajudar, mas também ampliar ameaças

Ferramentas tecnológicas podem ser importantes para o trabalho jornalístico.

Elas ajudam na comunicação, no envio de imagens e na verificação de informações.

Mas também podem expor profissionais.

Por isso, o avanço tecnológico produz uma situação contraditória.

Ele amplia a capacidade de informar.

Ao mesmo tempo, cria novos riscos.

Liberdade de imprensa depende de segurança

A existência de uma imprensa livre depende de condições mínimas de segurança.

Quando jornalistas são perseguidos, ameaçados ou mortos, a consequência vai além da vida dos profissionais envolvidos.

Toda a sociedade perde acesso a informações.

A intimidação pode gerar autocensura.

E determinados temas deixam de ser investigados.

Ataques podem silenciar comunidades inteiras

Em regiões com pouca presença de veículos de comunicação, a morte ou perseguição de um jornalista pode deixar comunidades inteiras sem cobertura.

Isso é especialmente grave em:

  • zonas de guerra;
  • regiões remotas;
  • áreas dominadas por grupos armados.

Por isso, cada ataque contra a imprensa pode produzir um impacto coletivo.

Jornalismo continua essencial em tempos de crise

Conflitos e crises aumentam a importância da informação confiável.

É justamente nesses momentos que boatos, propaganda e desinformação costumam ganhar força.

A presença de jornalistas ajuda a produzir registros independentes.

Também contribui para confrontar versões oficiais e relatos de grupos envolvidos em conflitos.

ONU cobra ação dos governos

A mensagem das Nações Unidas reforça que os Estados possuem responsabilidade direta na proteção dos jornalistas.

Isso inclui:

  • prevenir ataques;
  • investigar crimes;
  • processar responsáveis;
  • criar mecanismos de proteção.

Sem essas ações, campanhas internacionais têm efeito limitado.

2026 reforça alerta sobre novas formas de violência

A campanha deste ano busca mostrar que a violência contra jornalistas está mudando.

Novas tecnologias podem transformar a maneira como profissionais são localizados, monitorados ou atingidos.

Isso exige atualização das políticas de segurança.

Proteção precisa acompanhar evolução tecnológica

Se as formas de risco mudam, os mecanismos de proteção também precisam mudar.

Redações, governos e organizações internacionais precisam adaptar protocolos.

O desafio é garantir que jornalistas possam continuar trabalhando mesmo em ambientes altamente perigosos.

Informação é parte da proteção democrática

O debate não se limita a conflitos armados.

Jornalistas também enfrentam ameaças em contextos políticos, investigações sobre corrupção e cobertura de grupos criminosos.

Por isso, a proteção da imprensa é também uma questão democrática.

Uma sociedade informada depende de profissionais que possam trabalhar sem medo.

Combate à impunidade continua sendo prioridade

O número de 189 jornalistas assassinados em dois anos mostra que o problema continua grave.

Cada caso sem solução amplia a sensação de impunidade.

A cobrança da ONU e das entidades da categoria é clara:

não basta lamentar as mortes.

É preciso investigar.

Identificar responsáveis.

E impedir que novos crimes se repitam.

Proteção de jornalistas significa proteção da informação

O principal recado da campanha de 2026 vai além da segurança individual dos profissionais.

Quando um jornalista é atacado, o direito à informação também é atingido.

Por isso, proteger quem apura, registra e publica fatos é parte fundamental da defesa da liberdade de expressão.

Como resumiu António Guterres, jornalistas continuam pagando um preço elevado por seu trabalho.

O desafio agora é impedir que esse preço continue sendo, em muitos casos, a própria vida.

Banner INFERIOR - 600x200 ( post )