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Telessaúde avança no SUS, chega a 63 núcleos e supera R$ 248 milhões em recursos

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A telessaúde ganhou escala dentro do Sistema Único de Saúde e passou a ocupar um papel cada vez mais relevante na transformação digital da saúde pública brasileira.

Entre 2022 e 2026, o número de Núcleos de Telessaúde saltou de 13 para 63, crescimento de aproximadamente 384,6%.

A rede está presente hoje nas 27 unidades da Federação, abrangendo as cinco regiões do país.

O avanço também aparece na produção dos serviços: entre janeiro de 2025 e outubro de 2026, o SUS registrou mais de 12 milhões de procedimentos de telessaúde em diferentes modalidades.

Recursos ultrapassam R$ 248,9 milhões em 2026

A ampliação da rede foi acompanhada por crescimento expressivo dos recursos destinados à área.

Em 2026, os recursos e incentivos voltados à telessaúde ultrapassam R$ 248,9 milhões.

Desse total:

  • R$ 172,3 milhões são destinados diretamente a núcleos e pontos de telessaúde;
  • R$ 76,66 milhões correspondem a incentivos fiscais aprovados para projetos do PROADI-SUS.

O resultado mostra que a digitalização da saúde deixou de ser uma ação pontual e passou a contar com uma estrutura financeira mais robusta.

Investimento cresce mais de 600%

Os recursos destinados aos núcleos e pontos de telessaúde passaram de aproximadamente R$ 24,2 milhões em 2022 para R$ 172,3 milhões em 2026.

O crescimento foi de cerca de 612%.

Na prática, o volume atual é mais de sete vezes superior ao registrado no início do período.

Entre 2022 e 2026, os recursos destinados especificamente aos núcleos e pontos somaram aproximadamente R$ 420 milhões.

Custeio e investimento sustentam expansão

Dos R$ 172,3 milhões destinados à rede em 2026:

  • R$ 116,26 milhões são recursos de custeio;
  • R$ 56,03 milhões correspondem a investimentos de capital vinculados ao Novo PAC.

Dentro desse último montante, R$ 23,44 milhões são destinados aos núcleos e R$ 32,60 milhões a kits de telessaúde.

A estrutura combina manutenção dos serviços com expansão física e tecnológica.

Mais de 12 milhões de procedimentos

Segundo os dados atualizados do portal SAGE, o SUS registrou mais de 12 milhões de procedimentos de telessaúde entre janeiro de 2025 e outubro de 2026.

Esse total reúne diferentes modalidades de atendimento.

O Ministério da Saúde ressalta, porém, que a forma de registro mudou a partir de janeiro de 2025.

Por isso, o número não deve ser comparado diretamente com os totais de anos anteriores, que utilizavam bases metodológicas diferentes.

Telediagnósticos quase dobram

Na Oferta Nacional de Telediagnóstico, foram registrados 1,19 milhão de procedimentos em 2022.

Em 2025, o número chegou a 2,24 milhões.

O crescimento foi de aproximadamente 88,2%.

Entre janeiro e agosto de 2026, já haviam sido contabilizados 1,77 milhão de telediagnósticos.

Esse tipo de serviço permite que exames e informações clínicas sejam analisados com apoio remoto de profissionais especializados.

Atenção Especializada cresce 149%

Na Atenção Especializada, os teleatendimentos passaram de aproximadamente 656,9 mil em 2022 para 1,63 milhão em 2025.

Isso representa crescimento de cerca de 149%.

Em 2023, foram 680 mil atendimentos.

Em 2024, o número subiu para 1,1 milhão.

Até junho de 2026, o SUS já havia registrado quase 1,1 milhão de teleatendimentos nessa modalidade.

Atenção Primária também amplia uso do digital

Na Atenção Primária à Saúde, o crescimento foi mais irregular.

Em 2022, foram realizados 443,8 mil teleatendimentos.

Em 2023, o número ficou em 335 mil.

Em 2024, chegou a 359,4 mil.

Já em 2025, subiu para 563,5 mil, crescimento de aproximadamente 57% em relação ao ano anterior.

Até junho de 2026, foram registrados 264 mil atendimentos.

Os dados mostram que a expansão da saúde digital ocorre em ritmos diferentes dentro do próprio SUS.

Tecnologia aproxima especialistas da população

O principal efeito da telessaúde está na capacidade de reduzir distâncias.

Em regiões onde o acesso a especialistas é mais difícil, ferramentas digitais podem oferecer suporte a profissionais locais e ampliar a capacidade de diagnóstico.

Esse modelo também ajuda a evitar deslocamentos desnecessários.

Em um país com dimensões continentais, isso representa um ganho importante.

PROADI-SUS amplia presença regional

Os projetos desenvolvidos pelo PROADI-SUS também ganharam escala.

Entre 2022 e 2025, a produção de serviços vinculados aos projetos de telessaúde passou de 60.828 para 233.367 registros.

O crescimento foi de aproximadamente 283,6%.

Entre janeiro e agosto de 2026, foram contabilizados outros 141.794 serviços.

Norte, Nordeste e Centro-Oeste recebem reforço

Os projetos TeleNordeste e TeleNorte Centro-Oeste receberam aproximadamente R$ 208,8 milhões no triênio 2024-2026.

No triênio anterior, o montante havia sido de R$ 94,7 milhões.

O aumento foi de cerca de 120%.

A estratégia busca justamente ampliar a presença da telessaúde em regiões onde distância e distribuição desigual de especialistas podem representar maiores barreiras de acesso.

Digitalização ajuda na decisão clínica

A telessaúde não serve apenas para realizar consultas à distância.

Ela também atua como suporte para profissionais.

Médicos e equipes podem utilizar ferramentas digitais para discutir casos, analisar exames e definir condutas.

Isso amplia a circulação de conhecimento especializado dentro da rede pública.

Tecnologia também melhora encaminhamentos

Outro impacto está na organização do cuidado.

Com suporte remoto, parte dos casos pode ser resolvida sem necessidade de encaminhamento para serviços mais complexos.

Isso pode melhorar o fluxo de pacientes dentro da rede.

Também ajuda a reduzir encaminhamentos desnecessários e a priorizar casos que realmente precisam de atendimento presencial especializado.

Expansão mostra mudança de escala

O salto de 13 para 63 núcleos em quatro anos mostra que a telessaúde saiu de uma estrutura limitada para uma rede nacional.

O crescimento de 384,6% é um dos dados mais expressivos da transformação.

Somado ao aumento de recursos e de procedimentos, ele mostra que o SUS vem incorporando tecnologia de forma mais estruturada.

Saúde digital vira política de infraestrutura

A telessaúde também passa a ser vista cada vez menos como ferramenta complementar.

Ela começa a funcionar como parte da infraestrutura do sistema.

Assim como hospitais, unidades de saúde e laboratórios, plataformas digitais passam a integrar a capacidade de atendimento.

Essa mudança exige investimento em conectividade, equipamentos, segurança da informação e treinamento profissional.

Transformação digital exige integração

A expansão da telessaúde também traz desafios.

Sistemas precisam conversar entre si.

Dados de pacientes precisam estar disponíveis de forma segura.

Profissionais precisam ser capacitados.

A conectividade precisa funcionar em áreas remotas.

E os serviços digitais precisam estar integrados à rede presencial.

Sem essa integração, a tecnologia corre o risco de criar ilhas de atendimento.

Segurança da informação ganha importância

Quanto maior o volume de dados digitais em saúde, maior a necessidade de proteção.

Informações clínicas são sensíveis.

A ampliação da telessaúde exige protocolos de segurança, controle de acesso e gestão adequada dos dados.

Esse será um dos pontos centrais da transformação digital do SUS.

Acesso digital também pode gerar novas desigualdades

Outro desafio é garantir que a digitalização não exclua quem tem menor acesso à internet ou pouca familiaridade com tecnologia.

Telessaúde pode reduzir distâncias geográficas, mas depende de infraestrutura digital.

Por isso, políticas de conectividade também fazem parte dessa discussão.

Escala nacional muda o papel da tecnologia no SUS

Com 63 núcleos, presença em todas as unidades da Federação e mais de 12 milhões de procedimentos em menos de dois anos, a telessaúde deixou de ser experimental.

Ela passou a operar em escala nacional.

Os números mostram uma transformação importante na maneira como o SUS organiza parte de seus serviços.

O desafio agora é qualidade e integração

O crescimento da estrutura é apenas uma parte do processo.

A próxima etapa envolve garantir qualidade, interoperabilidade e impacto real sobre o atendimento.

Não basta aumentar procedimentos.

É preciso verificar se a tecnologia reduz filas, melhora diagnósticos, encurta distâncias e aumenta a eficiência do sistema.

Telessaúde se consolida como eixo da transformação digital

A expansão entre 2022 e 2026 mostra que a telessaúde passou a ocupar um espaço estratégico dentro do SUS.

O número de núcleos cresceu quase 385%.

Os recursos aumentaram mais de 600%.

Os procedimentos já ultrapassam 12 milhões no período recente.

E a rede está presente em todo o país.

Mais do que digitalizar consultas, o movimento mostra como a tecnologia está entrando no centro da organização do cuidado.

A transformação digital do SUS começa a ganhar escala — e a telessaúde é um dos principais sinais dessa mudança.

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