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Escola Pública de Empreendedorismo inicia novo ciclo e amplia apoio a empresários de Santana de Parnaíba

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Santana de Parnaíba iniciou o segundo ciclo da Escola Pública de Empreendedorismo, programa criado para fortalecer pequenos negócios por meio de capacitação, orientação técnica e melhoria da gestão empresarial.

A nova etapa é realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Emprego e Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semedes), em parceria com o Sebrae-SP, e passa a concentrar esforços em empresários que já possuem CNPJ e buscam melhorar resultados, organizar a gestão e ampliar seus negócios.

O lançamento do segundo ciclo ocorreu em 15 de outubro e dá continuidade a uma iniciativa que, em sua primeira etapa, formou mais de 130 alunos.

Primeira turma formou mais de 130 empreendedores

A primeira edição da Escola Pública de Empreendedorismo foi lançada em setembro de 2025.

Na ocasião, cerca de 500 pessoas participaram do lançamento, e o programa abriu 600 vagas gratuitas para empreendedores locais e pessoas interessadas em desenvolver o próprio negócio.

A proposta inicial envolvia conteúdos como planejamento estratégico, finanças para pequenos negócios, marketing digital, redes sociais, gestão de vendas e inovação.

Em março de 2026, mais de 130 participantes concluíram a formação. Segundo informações divulgadas sobre a primeira turma, os alunos passaram por conteúdos ligados ao desenvolvimento de habilidades empreendedoras, administração de negócios e geração de renda.

Formação buscou transformar conhecimento em geração de renda

O impacto da primeira turma aparece principalmente na ampliação do conhecimento de gestão e na preparação dos participantes para empreender de forma mais estruturada.

Os cursos foram desenvolvidos para ajudar os alunos a compreender temas que costumam determinar a sustentabilidade de um pequeno negócio, como controle financeiro, organização, planejamento, vendas e posicionamento.

As fontes consultadas não apresentam, até o momento, indicadores consolidados sobre aumento médio de faturamento, abertura de empresas ou contratação de funcionários entre os formados.

Mesmo assim, a primeira etapa estabeleceu uma base para que participantes pudessem organizar negócios existentes ou transformar atividades informais e ideias em fontes de renda.

Segundo ciclo muda o perfil dos participantes

A principal diferença agora está no público.

Enquanto a primeira edição também recebeu pessoas interessadas em desenvolver um negócio, o segundo ciclo é direcionado a empresários que já possuem CNPJ.

A mudança permite trabalhar problemas mais concretos da rotina empresarial.

O programa inclui diagnóstico do negócio, capacitações práticas e orientação em áreas como:

  • gestão financeira;
  • vendas;
  • planejamento;
  • lucratividade;
  • estratégias de crescimento;
  • investimentos.

O objetivo é fazer com que o empreendedor consiga identificar gargalos e tomar decisões com base em uma visão mais estruturada da empresa.

Diagnóstico empresarial passa a orientar a jornada

O diagnóstico é um dos pontos relevantes da nova etapa.

Em vez de oferecer apenas conteúdos genéricos, a proposta permite que o empresário identifique a situação atual do próprio negócio antes de avançar na capacitação.

Questões como fluxo de caixa, vendas, margem, planejamento e capacidade de crescimento podem ser analisadas de forma mais direcionada.

Esse modelo aproxima a capacitação de uma consultoria empresarial.

Sebrae amplia apoio técnico ao programa

A parceria com o Sebrae é um dos pilares da Escola Pública de Empreendedorismo.

Em Santana de Parnaíba, o Sebrae-SP já atua por meio do Sebrae Aqui, oferecendo suporte à formalização de empresas, orientações sobre obrigações fiscais e acesso a cursos e capacitações.

No segundo ciclo da Escola, a contratação prevê ações de capacitação, consultoria, orientação técnica e atendimento aos empreendedores locais. O valor estimado da contratação do Sebrae-SP para essa etapa é de R$ 68,67 mil, segundo os registros públicos do processo.

A parceria aproxima os empresários de metodologias e conhecimentos desenvolvidos especificamente para micro e pequenos negócios.

Segunda etapa terá cinco módulos presenciais

O segundo ciclo foi estruturado em cinco módulos presenciais, com atividades realizadas na Semedes, no Poupatempo de Santana de Parnaíba.

Os conteúdos incluem gestão, planejamento financeiro, estratégias de vendas, atendimento ao cliente e aumento de lucratividade.

A intenção é combinar teoria com aplicação prática no cotidiano das empresas participantes.

Pequenos negócios representam 95% das empresas brasileiras

O investimento em capacitação ocorre em um momento em que os pequenos negócios têm peso crescente na economia.

Dados do Sebrae apontam que o Brasil possui cerca de 24 milhões de pequenos negócios ativos, responsáveis por aproximadamente 95% das empresas em funcionamento.

O segmento responde por 26,5% do Produto Interno Bruto nacional e por cerca de 40% da massa salarial paga no mercado de trabalho.

Esses números ajudam a explicar por que programas municipais de qualificação empresarial podem ter impacto além de cada negócio individual.

Pequenas empresas lideram geração de empregos

O peso do segmento também aparece no mercado de trabalho.

Entre janeiro e julho de 2026, micro e pequenas empresas foram responsáveis por 591,6 mil empregos formais, o equivalente a 60,9% do saldo de vagas criado no país no período.

No primeiro semestre, elas haviam gerado 543,5 mil postos de trabalho, quase seis em cada dez novas vagas formais.

A relação entre fortalecimento empresarial e emprego ajuda a colocar a Escola de Empreendedorismo dentro de uma estratégia mais ampla de desenvolvimento econômico local.

São Paulo lidera abertura de pequenos negócios

O estado de São Paulo também ocupa posição central nesse movimento.

Entre janeiro e agosto de 2026, foram abertos 1,16 milhão de pequenos negócios no estado, o equivalente a 29,5% de todas as novas empresas desse porte registradas no país no período.

Até setembro, São Paulo seguia respondendo por cerca de 29,7% das novas empresas de pequeno porte abertas no Brasil.

Esse cenário amplia a demanda por conhecimento em gestão, vendas, planejamento e inovação.

Abrir uma empresa é apenas parte do desafio

O crescimento no número de CNPJs não significa, por si só, que os negócios estejam preparados para crescer.

Problemas de fluxo de caixa, precificação, ausência de planejamento e dificuldade de vender são comuns principalmente nos primeiros anos de atividade.

Por isso, programas de capacitação começam a assumir um papel complementar à formalização.

A lógica deixa de ser apenas incentivar a abertura de empresas e passa a envolver a capacidade de mantê-las competitivas.

Município mantém estratégia de incentivo ao empreendedorismo

A Escola Pública de Empreendedorismo integra uma agenda mais ampla de desenvolvimento econômico em Santana de Parnaíba.

O plano municipal inclui ações como cursos profissionalizantes, facilitação de alvarás, feirões de emprego e iniciativas de inovação e tecnologia.

Em abril de 2026, por exemplo, uma capacitação promovida com o Sebrae reuniu mais de 150 micro e pequenos empresários e interessados em empreender para discutir comércio eletrônico, redes sociais, vendas e presença digital.

Formação empresarial pode ter efeito sobre a economia local

O impacto de uma escola de empreendedorismo não se limita à sala de aula.

Quando pequenos empresários melhoram a gestão, há potencial para aumento de produtividade, geração de renda, contratação de funcionários e fortalecimento do comércio local.

Essa relação não significa que toda capacitação resulte automaticamente em aumento de faturamento, mas evidencia por que conhecimento empresarial pode funcionar como instrumento de desenvolvimento econômico.

Segundo ciclo busca avançar da capacitação para o crescimento

A nova etapa da Escola Pública de Empreendedorismo sinaliza também uma mudança de maturidade do programa.

Depois de uma primeira edição mais ampla, que chegou a mais de 130 formados, o segundo ciclo concentra esforços em empresas já formalizadas.

O objetivo passa a ser menos ensinar os primeiros passos do empreendedorismo e mais ajudar negócios existentes a resolver problemas, aumentar eficiência e encontrar caminhos para crescer.

Conhecimento passa a ser ferramenta de competitividade

Em um ambiente com mais de 4,3 milhões de pequenos negócios abertos apenas entre janeiro e setembro de 2026 no Brasil, competir exige mais do que disposição para empreender.

Gestão financeira, vendas, planejamento, tecnologia e capacidade de adaptação passam a fazer parte da sobrevivência empresarial.

A parceria entre Santana de Parnaíba e o Sebrae busca justamente aproximar esse conhecimento da realidade dos pequenos empresários locais.

A efetividade do segundo ciclo poderá ser medida, nos próximos meses, pela capacidade de transformar capacitação em resultados concretos — como melhoria da gestão, crescimento de receita, expansão dos negócios e geração de novas oportunidades de trabalho.

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