
São Paulo encerrou 2025 com 11,004 milhões de mulheres ocupadas, o maior número da série histórica da PNAD Contínua desde 2012.
Os dados do IBGE também mostram avanço na renda: no quarto trimestre de 2025, o rendimento médio mensal real das trabalhadoras paulistas chegou a R$ 3.599, o maior patamar registrado em 13 anos.
Com isso, o Estado passou a concentrar o maior contingente de mulheres ocupadas entre todas as unidades da Federação.
Participação feminina chega a 45% dos ocupados
No quarto trimestre de 2025, São Paulo tinha 24,576 milhões de pessoas ocupadas.
As mulheres representavam 45% desse total.
Na comparação com o mesmo período de 2022, o número de trabalhadoras cresceu 4,5%, com 470 mil mulheres a mais ocupadas.
Em relação a 2015, o avanço foi de 17,5%, o equivalente a 1,643 milhão de trabalhadoras adicionais.
Na comparação com o quarto trimestre de 2012, o crescimento chegou a 20%, com acréscimo de 1,782 milhão de mulheres ocupadas.
Renda média atinge maior valor da série
O rendimento médio real das mulheres em São Paulo chegou a R$ 3.599 no quarto trimestre de 2025.
O valor foi o segundo maior do país, atrás apenas do Distrito Federal.
Na comparação com o mesmo período de 2022, houve crescimento de 14,3%, equivalente a R$ 451.
Em relação ao quarto trimestre de 2015, o avanço foi de 8%, ou R$ 258.
Os valores consideram a inflação e correspondem aos rendimentos habitualmente recebidos pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos.
Desemprego feminino cai ao menor nível em 13 anos
A taxa de desemprego entre as mulheres também recuou.
No quarto trimestre de 2025, o índice ficou em 5,7%, o menor patamar da série histórica desde 2012.
No segundo trimestre, a taxa havia sido de 6,1% e, no terceiro, de 6,5%.
Na comparação com 2022, a queda foi de quatro pontos percentuais.
Em relação a 2015, o recuo chegou a 6,2 pontos percentuais.
O indicador também ficou 65% abaixo do pico de 16,2%, registrado em 2017 e 2018.
Informalidade também recua
Outro avanço aparece na taxa de informalidade.
Em 2025, as mulheres paulistas registraram o menor índice desde que essa série passou a ser acompanhada, em 2015.
O movimento sugere melhora não apenas no número de vagas, mas também na qualidade da inserção profissional.
A redução da informalidade pode representar maior acesso a direitos trabalhistas, previdência e estabilidade de renda.
Mercado de trabalho feminino ganha força
Os dados indicam que as mulheres ampliaram presença no mercado de trabalho paulista em diferentes dimensões.
O crescimento da ocupação veio acompanhado por aumento de renda e queda do desemprego.
Esse conjunto de indicadores mostra uma evolução estrutural na participação feminina no mercado de trabalho.
Ao mesmo tempo, ainda permanecem desafios ligados à desigualdade salarial, acesso a cargos de liderança, dupla jornada e conciliação entre carreira e responsabilidades familiares.
Qualificação e autonomia profissional ganham importância
O aumento da presença feminina também reforça a importância de políticas e programas de capacitação profissional.
Cursos de formação, qualificação técnica, empreendedorismo e acesso a crédito podem ampliar as oportunidades de inserção e crescimento profissional.
A autonomia financeira também tem impacto social relevante, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade ou violência doméstica.
São Paulo entra em novo patamar de participação feminina
Com mais de 11 milhões de mulheres ocupadas e rendimento médio recorde, São Paulo encerrou 2025 com os melhores indicadores da série histórica para o trabalho feminino.
O desafio daqui para frente é transformar esse avanço quantitativo em oportunidades de maior qualidade, com crescimento de renda, redução da informalidade e maior presença feminina em posições de liderança.
Mais do que ampliar vagas, o próximo passo é melhorar as condições de trabalho e de progressão profissional para as mulheres.


