A avaliação foi aplicada a 432.367 estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental das redes estaduais e municipais. Desse total, 330.557 foram considerados leitores, o que representa 76,5% das crianças avaliadas. É a primeira vez que os 645 municípios paulistas participam da avaliação, o que garante um retrato completo da alfabetização na rede pública do maior estado do país.

O resultado reforça a evolução contínua do programa Alfabetiza Juntos SP, principal política pública de alfabetização do governo paulista. Em 2023, o percentual de alunos leitores era de 64,2%. Em 2024, subiu para 76,8%. Já em 2025, o índice se manteve em alto patamar, demonstrando estabilidade, consolidação das estratégias pedagógicas e recuperação das defasagens de aprendizagem agravadas nos últimos anos.

Queda histórica nos níveis mais críticos de leitura

Um dos indicadores mais importantes da avaliação é a redução dos alunos nos níveis mais críticos de pré-leitura. Em 2023, 26% das crianças estavam nos três níveis mais baixos de leitura. Em 2024, esse percentual caiu para 11%. Agora, em 2025, representa apenas 7%. Na prática, isso significa que milhares de crianças deixaram a condição de risco educacional e avançaram no processo de alfabetização.

Especialistas apontam que a redução dos pré-leitores é um dos principais sinais de que a política educacional está conseguindo atuar de forma preventiva, evitando que as dificuldades de leitura se transformem em problemas crônicos nos anos seguintes da vida escolar.

Como funciona a classificação dos alunos

Entre os alunos considerados leitores, o programa estabelece dois níveis de desempenho. Os leitores fluentes conseguem ler mais de 65 palavras por minuto com pelo menos 90% de precisão. Já os leitores iniciantes leem 11 ou mais palavras por minuto, ainda que de forma mais pausada e silabada. Ambos os grupos entram na estatística positiva de alfabetização na idade certa.

Os estudantes que ainda não atingem esse patamar são classificados como pré-leitores, divididos em quatro níveis que vão desde aqueles que ainda não reconhecem letras até os que já conseguem ler palavras isoladas, mas sem fluência. A meta do programa é fazer com que todos avancem para os níveis de leitor iniciante ou fluente até o final do 2º ano.

Meta é chegar a 90% até 2026

Os dados servem como base para o planejamento pedagógico do estado. A meta da Secretaria da Educação é alcançar 90% de crianças leitoras até 2026. Para isso, escolas e municípios com desempenho abaixo da média passam a receber acompanhamento mais próximo, formação específica para professores e apoio pedagógico direcionado.

Já no início do ano letivo, os educadores participam de planejamentos integrados entre estado e municípios, algo inédito na rede pública paulista. A proposta é alinhar práticas, materiais e metas, garantindo que todas as crianças tenham acesso às mesmas oportunidades de aprendizagem.

Monitoramento constante ao longo do ano

O acompanhamento do processo de alfabetização não acontece apenas no fim do ano. Uma nova Avaliação de Fluência Leitora está prevista para março, permitindo identificar logo no começo do ano letivo quais turmas precisam de reforço.

Além disso, professores utilizam a ferramenta digital Mapa Classe, na qual registram bimestralmente a evolução da escrita alfabética dos alunos. Esse monitoramento contínuo permite intervenções pedagógicas rápidas e evita que dificuldades se acumulem.

Investimento recorde em alfabetização

O avanço nos indicadores também é resultado do aumento dos investimentos. Em 2026, o governo paulista deve destinar R$ 500 milhões às ações do Alfabetiza Juntos SP. Os recursos são aplicados em formação continuada de professores, materiais didáticos, plataformas digitais de leitura, tecnologia educacional e apoio financeiro aos municípios.

Entre as ferramentas utilizadas estão plataformas digitais de leitura, sistemas de avaliação padronizados e materiais alinhados ao Currículo Paulista, que hoje já é adotado por centenas de municípios.

Índice de Fluência Leitora também avança

Outro indicador que demonstra a melhora no desempenho é o Índice de Fluência Leitora (IFL), calculado em uma escala de 0 a 10. Em 2025, a rede pública paulista atingiu média 6,8, acima dos 6,3 registrados em 2024. A rede estadual alcançou IFL de 7,2, enquanto as redes municipais chegaram a 6,7.

O índice leva em consideração todos os níveis de leitura, atribuindo maior peso aos alunos com maior fluência, o que torna o indicador um termômetro importante da qualidade da alfabetização.

Tecnologia ajuda a medir a leitura

A avaliação é realizada por meio de um aplicativo desenvolvido pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd). Os professores gravam a leitura dos alunos pelo celular ou tablet, e o sistema analisa velocidade, precisão e nível de fluência. O uso da tecnologia garante padronização, rapidez na correção e maior confiabilidade nos resultados.

Alfabetização na idade certa muda o futuro escolar

Estudos educacionais indicam que crianças alfabetizadas na idade adequada têm melhor desempenho em todas as disciplinas ao longo da vida escolar, menor risco de evasão e mais chances de concluir o Ensino Médio. A leitura é considerada a base de toda a aprendizagem.

Ao garantir que mais crianças leiam e escrevam até os 7 anos, São Paulo avança não apenas em indicadores educacionais, mas também em desenvolvimento social, reduzindo desigualdades e ampliando oportunidades.

Com a adesão de todos os municípios paulistas, investimentos crescentes e resultados recordes, o Alfabetiza Juntos SP se consolida como uma das maiores políticas públicas de alfabetização do país e coloca o estado como referência nacional na alfabetização na idade certa.

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