A Zona Norte de São Paulo passou a contar com um novo espaço de preservação ambiental com a inauguração do Bosque Macuco, localizado sob a ponte Presidente Jânio Quadros, na Vila Guilherme. Entregue nesta quinta-feira (8), o local recebeu o plantio de 50 novas mudas e agora soma 634 árvores, distribuídas em uma área de 3.689,69 m², consolidando-se como o 11º bosque urbano da capital implantado desde 2019.

A iniciativa integra a política municipal de ampliação das áreas verdes e recuperação de espaços degradados, aliando sustentabilidade, educação ambiental e melhoria da qualidade de vida da população. Durante a cerimônia de inauguração, o prefeito Ricardo Nunes participou do plantio simbólico de árvores ao lado de 20 alunos do CEU Parque Novo Mundo, da região da Vila Maria, que participam das atividades do programa Recreio nas Férias.

Segundo o prefeito, a criação de bosques urbanos representa um investimento direto em saúde pública e adaptação climática.

“Estamos transformando áreas que antes eram pontos de descarte irregular em espaços verdes que melhoram o clima, reduzem a poluição e oferecem mais qualidade de vida para a população. Um bosque urbano pode reduzir a temperatura do entorno em até seis graus. Nosso objetivo é chegar a 50 bosques urbanos até 2028”, afirmou Ricardo Nunes.

Antes da requalificação, a área onde hoje está o Bosque Macuco era utilizada para o descarte irregular de lixo e entulho, o que impactava negativamente o entorno e gerava riscos ambientais e sanitários. Após o cercamento, a limpeza do terreno e o início do processo de recuperação ambiental, o espaço passou por uma transformação gradual.

Inicialmente, o local contava com apenas 84 árvores. Durante as obras, foram introduzidas 500 novas espécies, número que chegou a 634 com o plantio realizado nesta semana. O bosque abriga hoje mais de 40 espécies diferentes, favorecendo a biodiversidade urbana e criando condições para o retorno de aves e pequenos animais à região.

As mudas utilizadas no projeto são provenientes do Viveiro Manequinho Lopes, localizado no Parque Ibirapuera. Entre as espécies plantadas estão araçá, araçá-roxo, aroeira, babosa-branca, ipê-amarelo, ipê-branco, jequitibá e jerivá. Um dos destaques é uma goiabeira transplantada da área onde está sendo construído o Piscinão da Mooca, na Zona Leste, reforçando o reaproveitamento ambiental de espécies.

Para a administração municipal, o Bosque Macuco representa um ganho ambiental e social para a Vila Guilherme e bairros do entorno, como Vila Maria e Santana. O secretário municipal das Subprefeituras destacou que a iniciativa contribui para a requalificação urbana da Zona Norte.

“Esse bosque traz benefícios diretos para a Zona Norte, tanto do ponto de vista ambiental quanto social. Estamos recuperando uma área abandonada, valorizando o bairro e oferecendo um espaço que melhora o microclima, a paisagem urbana e o bem-estar da população”, afirmou o secretário.

Os bosques urbanos são áreas públicas transformadas em pequenas florestas com o objetivo de ampliar a permeabilidade do solo, recuperar ecossistemas, preservar a flora e a fauna e reduzir os impactos das mudanças climáticas nas grandes cidades. Esses espaços funcionam como verdadeiros pulmões verdes, auxiliando na absorção de gás carbônico e na melhoria da qualidade do ar.

De acordo com dados ambientais, a cada sete árvores é possível absorver cerca de uma tonelada de carbono nos primeiros 20 anos de vida, contribuindo para o enfrentamento do aquecimento global.

Com a entrega do Bosque Macuco, São Paulo passa a contar com 11 bosques urbanos, que juntos somam cerca de 40 mil m² de áreas verdes, com mais de 4,4 mil árvores de aproximadamente 90 espécies. Outros 27 bosques estão em implantação na capital, o que deve acrescentar quase 200 mil m² de novas áreas verdes e o plantio de cerca de 20 mil árvores.

Durante a inauguração, também foi lançado o programa Adote um Bosque, regulamentado por decreto municipal. A iniciativa permite que empresas, entidades, associações, igrejas, comércios e cidadãos firmem termos de cooperação com o poder público para a manutenção e conservação dos bosques urbanos.

Os interessados devem apresentar uma proposta técnica à Secretaria Municipal das Subprefeituras (SMSUB). As parcerias podem ocorrer por meio de editais de chamamento público ou por manifestação espontânea e terão validade de seis meses a três anos, com possibilidade de renovação. Os termos exigem a indicação de um profissional habilitado para as atividades de plantio e manejo ambiental.

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