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Cotidiano

São Paulo evita emissão de CO₂ equivalente ao plantio de 2,7 milhões de árvores com frota de ônibus elétricos

A cidade de São Paulo está colhendo os frutos de uma mobilidade mais limpa e eficiente. Graças à ampliação da frota de ônibus elétricos, a capital paulista deixou de emitir 41,3 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂), o equivalente ao que seria absorvido por 2,7 milhões de árvores ao longo de um ano. O impacto ambiental positivo é resultado direto da substituição de veículos a diesel por modelos movidos à bateria elétrica, que deixaram de consumir cerca de 16 milhões de litros de diesel por ano.

A frota da SPTrans conta atualmente com 430 ônibus elétricos à bateria, sendo que 412 deles foram incorporados entre setembro de 2023 e janeiro de 2025, quando o programa de eletrificação foi intensificado pela Prefeitura. Somados aos 201 trólebus já em operação, São Paulo chega a um total de 631 veículos não poluentes circulando pelas ruas.

“Estamos acelerando a transição para um transporte público sustentável, que impacta diretamente na qualidade do ar que respiramos e na saúde da nossa população”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes. Ele destacou que os investimentos fazem parte de um plano estratégico de descarbonização da frota e melhoria da mobilidade urbana.

Conforto e tecnologia para o passageiro

Além dos benefícios ambientais, os novos ônibus oferecem mais conforto aos usuários. Os veículos são silenciosos, o que reduz a poluição sonora nos corredores de trânsito, e vêm equipados com ar-condicionado, entradas USB para recarga de dispositivos e conexão Wi-Fi — avanços que melhoram significativamente a experiência de quem utiliza o transporte coletivo diariamente.

Investimentos que superam R$ 6 bilhões

A Prefeitura de São Paulo vem promovendo uma série de ações para ampliar o uso de energia limpa no transporte público, com operações de crédito que ultrapassam os R$ 6 bilhões. Trata-se do maior programa de eletrificação de frota de ônibus do Brasil, demonstrando o comprometimento da gestão com metas ambientais ambiciosas e alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Coleta de resíduos também adere à energia limpa

A sustentabilidade não está restrita aos ônibus. Na segunda-feira (17), foram entregues mais 22 caminhões de coleta de resíduos movidos a biometano e gás natural veicular (GNV). Somados às 27 carretas já em operação desde dezembro, esses veículos substituem os convencionais a diesel, com impacto estimado na redução de 161 toneladas de CO₂ e 1,3 tonelada de óxidos de nitrogênio por mês.

Reconhecimento internacional

O compromisso de São Paulo com o meio ambiente tem rendido reconhecimento internacional. Pelo quarto ano consecutivo, o município recebeu da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU) e da Arbor Day Foundation o título de Tree City of the World, concedido a cidades que se destacam na preservação e no manejo sustentável de árvores urbanas. No Brasil, apenas 20 cidades conquistaram o selo em 2025.

A expansão da frota elétrica, aliada a outras políticas ambientais, posiciona São Paulo como referência em mobilidade sustentável e planejamento urbano verde. Com tecnologia, investimento e responsabilidade ambiental, a maior cidade do país avança rumo a um futuro mais limpo, silencioso e conectado.

O levantamento, que ouviu 831 moradores de São Paulo com 18 anos ou mais, revela que 8 em cada 10 paulistanos percebem a cidade como mais limpa ou pouco poluída visualmente. Além disso, 73% dos entrevistados acreditam que a cidade se tornou mais agradável para viver desde a adoção das regras que restringem a veiculação de anúncios em espaços públicos.

Outros impactos positivos da lei também foram destacados pela população:

  • 80% notaram melhorias na iluminação pública;

  • 77% identificaram avanços em acessibilidade e informações de utilidade pública;

  • 80% consideram a cidade mais bonita;

  • 75% preferem o ambiente urbano atual.

Aprovada em 2006, a Lei Cidade Limpa reconfigurou completamente o setor de publicidade externa em São Paulo, proibindo outdoors e impondo novas regras para anúncios em fachadas e mobiliários urbanos. A medida passou a permitir a veiculação de publicidade apenas por meio de estruturas reguladas, como relógios de rua, abrigos de ônibus e painéis digitais, operados por empresas em parceria com a Prefeitura.

Para Ana Célia Biondi, CEO da JCDecaux, a aprovação da lei representa um compromisso da sociedade paulistana com o bem-estar coletivo:

“A Lei Cidade Limpa é uma conquista dos paulistanos. Ela transformou São Paulo em uma referência positiva em termos de organização de paisagem urbana. Hoje, a capital é exemplo para várias outras cidades que buscam a harmonia visual. Perder esse avanço seria um prejuízo para os cidadãos.”

Já Alexandre Guerrero, CEO da Eletromidia, destaca a importância da legislação como alavanca para inovação e desenvolvimento urbano:

“A pesquisa comprova o que sentimos no dia a dia: a Lei Cidade Limpa é um legado que transformou São Paulo para melhor, e os cidadãos reconhecem isso. Mais do que veicular publicidade, queremos enriquecer a experiência urbana com tecnologia, informação e criatividade.”

Além dos benefícios estéticos, a regulamentação contribuiu para o fortalecimento do setor de mídia out-of-home (OOH), com crescimento sustentável, geração de empregos e aumento da arrecadação municipal. A profissionalização do setor também influenciou positivamente o desenvolvimento de equipamentos públicos como terminais de ônibus e estações de metrô, além de espaços privados, como shoppings e edifícios corporativos.

O modelo paulistano é hoje estudado por cidades de toda a América Latina e citado por entidades internacionais como o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), que o consideram referência de boa prática em urbanismo, mobilidade e regulação da comunicação visual no espaço público.

A pesquisa reforça o reconhecimento da Lei Cidade Limpa como uma política pública consolidada e valorizada, cujo legado extrapola a publicidade e impacta diretamente a qualidade de vida e a identidade visual da capital paulista.

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Jornalista e radialista, com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Marketing, também possui cursos livres nas áreas de marketing digital, inteligência artificial e experiência do usuário. Iniciou sua carreira na Rádio Transamérica e nas TVs Cultura e Rede Internacional.

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