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Moradores do Jardim Pantanal participam de escuta sobre plano de habitação e recuperação ambiental

A Prefeitura de São Paulo iniciou uma série de ações para estreitar o diálogo com os moradores do Jardim Pantanal, na Zona Leste, a fim de esclarecer o plano de recuperação ambiental da região e garantir o reassentamento digno das famílias que vivem em áreas de risco. A proposta foi apresentada durante reuniões técnicas na Subprefeitura de São Miguel, com a presença de secretários municipais, lideranças comunitárias e representantes da população.

Com histórico de enchentes severas, que chegam a atingir dois metros de altura em determinadas áreas, o Jardim Pantanal convive há décadas com problemas crônicos de ocupações irregulares e ausência de infraestrutura adequada. Agora, a Prefeitura dá início a um amplo plano de reurbanização e proteção ambiental que inclui a remoção gradual de cerca de 4.300 imóveis até 2029, com foco na segurança dos moradores e na recuperação da várzea do rio Tietê.

“A nossa prioridade é cuidar das pessoas com responsabilidade e respeito. Estamos aqui para dialogar com a comunidade, esclarecer dúvidas e buscar soluções conjuntas”, afirmou o secretário municipal de Habitação, Sidney Cruz, durante uma das reuniões com os moradores.

Além dos encontros realizados na subprefeitura, a Prefeitura também promoveu no último sábado (1º) uma audiência pública, com participação ativa de moradores, vereadores e lideranças locais, reforçando o compromisso com a transparência e o envolvimento popular. A partir da próxima semana, a equipe social da Secretaria de Habitação inicia uma nova etapa de atendimento, com escuta individualizada, plantões sociais em pontos estratégicos do bairro e encontros em grupos menores, para que todas as famílias recebam orientação clara e humanizada sobre os próximos passos.

Plano dividido em três fases

A primeira fase do plano será executada entre julho de 2025 e outubro de 2026 e prevê a remoção de mil imóveis às margens do rio Tietê, onde a vulnerabilidade é extrema. Neste período também será construída uma barreira de 4,1 km para impedir novas ocupações. A segunda fase ocorrerá entre novembro de 2026 e junho de 2028, com a retirada de outros mil imóveis. Já a terceira fase, prevista para julho de 2028 a dezembro de 2029, deverá remover mais 2.344 residências. Ao todo, serão investidos R$ 700 milhões nas três etapas.

Paralelamente, a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) inicia em julho deste ano as obras de microdrenagem e pavimentação no Jardim São Martinho, dentro do Jardim Pantanal. O projeto contempla a instalação de 9 km de novas galerias pluviais e 10,4 km de pavimentação, além da urbanização de uma área de 83 mil m². O investimento é de R$ 59,8 milhões.

Para proteger as áreas desocupadas e evitar a reocupação, será construída uma barreira de gabião (estrutura de pedra e malha metálica), com 4.170 metros de extensão, abrangendo bairros como Jardim São Martinho, Vila Seabra, Novo Horizonte, Vila da Paz, Terra Prometida e Chácara Três Meninas.

“É um plano histórico, que vai permitir à população do Jardim Pantanal viver com mais dignidade, segurança e infraestrutura, ao mesmo tempo em que recuperamos uma área ambiental essencial para a cidade”, afirmou Marcos Monteiro, secretário da SIURB.

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Jornalista e radialista, com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Marketing, também possui cursos livres nas áreas de marketing digital, inteligência artificial e experiência do usuário. Iniciou sua carreira na Rádio Transamérica e nas TVs Cultura e Rede Internacional.

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