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Economia

Classes D e E impulsionam consumo em 2025 com foco em causas sociais e presença digital, revela pesquisa

O comportamento de consumo das classes D e E está passando por uma transformação significativa em 2025. De acordo com a pesquisa inédita “Brasil Invisível: Insights sobre o consumidor de baixa renda”, divulgada nesta segunda-feira (2), 59% dos brasileiros com renda de até dois salários mínimos pretendem aumentar seus gastos ainda neste ano — índice superior ao registrado entre as demais faixas sociais.

O estudo foi conduzido pela empresa Data-Makers, com apoio da ONG Gerando Falcões e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Foram realizadas 2.465 entrevistas online em todo o país, das quais 1.331 com consumidores das classes D e E, entre abril e maio deste ano. A amostragem contou com representatividade nacional: Sudeste (38%), Nordeste (25%), Sul (16%), Centro-Oeste (12%) e Norte (9%).

Além do crescimento no consumo, o levantamento revela um perfil moderno, conectado e engajado socialmente. Entre os entrevistados de baixa renda, apenas 6% disseram que pretendem reduzir os gastos em 2025. O celular se consolidou como principal canal de compras para 49% dos consumidores — percentual acima da média nacional (46%).

“Isso quebra dois estereótipos importantes: não há retração de consumo entre os mais pobres, nem dependência de canais físicos. A baixa renda mostra apetite de consumo e plena autonomia digital”, destaca Fabrício Fudissaku, CEO do Data-Makers.

Consumo consciente e causas sociais

O estudo também identificou que os consumidores de baixa renda estão altamente engajados com causas sociais, ambientais e éticas, superando até mesmo classes mais altas em comprometimento com temas relevantes para a sociedade.

Entre os valores mais priorizados por esse público estão:

  • Direitos dos idosos (88%)

  • Inclusão de pessoas com deficiência (87%)

  • Sustentabilidade ambiental (79%)

“Essa postura revela que a solidariedade e a empatia fazem parte do cotidiano da periferia, indo além do poder aquisitivo. Apoiar causas não é status, é cuidado genuíno com a comunidade”, explica Fudissaku.

Além disso, 73% dos consumidores das classes D e E priorizam produtos zero açúcar, liderando a busca por hábitos alimentares mais saudáveis.

Digital, multiplataforma e culturalmente conectado

O consumo de mídia também demonstra que a periferia está digitalizada e presente em múltiplas telas. Segundo o levantamento, 91% acessam a internet todos os dias, com presença marcante nas redes sociais:

  • Instagram (77%)

  • Facebook (71%)

  • YouTube (70%)

  • TikTok (50%)

Apesar da digitalização, 65% ainda consomem TV aberta diariamente, mostrando um comportamento de mídia multiplataforma e híbrido, onde o conteúdo com identificação cultural, informação e entretenimento ganha destaque.

“Esse público está conectado, atento e quer ser reconhecido em todas as telas que fazem parte da sua rotina. Marcas que entenderem isso terão vantagem estratégica”, reforça o CEO da Data-Makers.

Mercado bilionário invisibilizado

Para Sérgio Rocha, CMO da Gerando Falcões, a pesquisa é essencial para quebrar paradigmas sobre o consumidor das periferias.

“O estudo mostra que o público de baixa renda é moderno, conectado, influente e aberto ao consumo. Favelas movimentam mais de R$ 200 bilhões por ano, mas esse consumidor ainda é invisível para muitas marcas”, afirma Rocha.

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Jornalista e radialista, com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Marketing, também possui cursos livres nas áreas de marketing digital, inteligência artificial e experiência do usuário. Iniciou sua carreira na Rádio Transamérica e nas TVs Cultura e Rede Internacional.

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