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Moradores vivem em condições desumanas no Jd. Miriam 3, em Guaianases

“Aqui quase não tem água. O que temos é uma ligação clandestina que vem da rua de cima, e nos possibilita encher os baldes, para tomarmos banho, lavarmos a roupa e o chão”, conta a moradora, Cintia Alves.

No local, há cerca de 100 famílias, entre jovens e idosos, “Além de morarmos em um local que necessita de regularização por parte das autoridades locais, sofremos com a falta de saneamento básico. Não conseguimos realizar uma higienização adequada, além disso, estamos correndo risco de contaminação, pois aqui, há esgoto a céu aberto”, conta a moradora Regiane Maria.

Dados do IBGE indicam que só nos últimos anos, mais de 800 mil casos de doenças estão ligadas à má qualidade da água, enchentes e a falta de tratamento de lixo e esgoto.

Para Daiane, moradora do local há 17 anos, os recursos sempre foram muito escassos por aqui. “A Enel colocou a luz, porém temos que usar a bomba para puxar a água. Chegamos a ficar cerca de 3 semanas sem lavar roupas. Além disso, temos que tomar banho na casa de amigos e parentes. É uma situação humilhante”, conta.

Segundo dados do Instituto Trata Brasil, cerca de 35 milhões de brasileiros não possuem acesso à água tratada. Outro dado alarmante é que o Brasil trata apenas 45% do esgoto que produz.

Outro morador do jardim Miriam 3, Amadeu relata que os moradores precisam utilizar água clandestina para sobreviver: “Vivemos em condições sub-humanas. Não temos água, e estamos expostos por todo o tipo de contaminação. A minha preocupação é maior ainda por conta do Covid-19, pois a Zona Leste é a segunda região em número de casos”.

A Coordenadora de Regularização Fundiária (CRF) da Prefeitura de São Paulo, Silvia de Mesquita Freitas, já realizou um requerimento junto a Sabesp, pedindo a implementação da rede de abastecimento de água potável e rede coletora de esgotos na região, porém a Sabesp ainda não respondeu a solicitação.

De acordo com o subprefeito de Guaianases, Guaracy Fontes Monteiro Filho “ainda não houve por parte da Sabesp, nenhuma consulta nesse sentido e, quando ocorrer, deverá ser analisada pela assessoria jurídica da Subprefeitura”.

Matéria originalmente publicada pelo Grupo Acontece de Jornais e Revistas. Clique aqui e visualize o seu conteúdo completo.  

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Jornalista e radialista, com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Marketing, também possui cursos livres nas áreas de marketing digital, inteligência artificial e experiência do usuário. Iniciou sua carreira na Rádio Transamérica e nas TVs Cultura e Rede Internacional.

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