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Câmara de São Paulo debate uso de inteligência artificial nos serviços públicos

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A Câmara Municipal de São Paulo colocou a inteligência artificial no centro do debate sobre a modernização dos serviços públicos durante reunião da Comissão Extraordinária de Inovação, Tecnologia e Cidade Inteligente.

O colegiado recebeu nesta segunda-feira (26) representantes do setor de tecnologia e pesquisadores para discutir como novas ferramentas podem ser incorporadas à gestão da cidade, melhorar a prestação de serviços, ampliar a segurança digital e apoiar decisões em áreas como mobilidade e prevenção de enchentes.

Participaram do encontro Bruno Veronezze, diretor da GITEX na América Latina, e Filipe Antonio Marques Falcetta, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

A discussão também abordou a chegada da GITEX à América Latina, prevista para março de 2027, em São Paulo.

IA pode ajudar a melhorar serviços públicos

O presidente da Comissão de Inovação, vereador Sansão Pereira (Republicanos), destacou que a inteligência artificial pode ampliar a eficiência dos serviços públicos.

A aplicação dessas ferramentas pode ajudar órgãos municipais a analisar grandes volumes de dados e identificar padrões com mais rapidez.

Entre as áreas que podem utilizar soluções de inteligência artificial estão:

  • mobilidade;
  • segurança;
  • atendimento ao cidadão;
  • zeladoria;
  • gestão urbana;
  • prevenção de riscos;
  • planejamento de infraestrutura.

A preocupação, porém, é garantir que o uso dessas tecnologias ocorra com segurança.

Privacidade e segurança entram no debate

Sansão Pereira chamou atenção para a necessidade de proteger informações dos cidadãos.

Quanto maior o uso de sistemas digitais, maior também é a responsabilidade sobre dados pessoais.

Essa preocupação se torna ainda mais relevante quando plataformas públicas utilizam:

  • inteligência artificial;
  • câmeras;
  • sensores;
  • sistemas integrados;
  • bases de dados.

A discussão sobre inovação passa, portanto, pela criação de mecanismos de proteção e governança.

Cibersegurança ganha importância

A reunião também trouxe o tema da cibersegurança para o debate.

Bruno Veronezze citou experiências internacionais que podem ser apresentadas ao poder público brasileiro.

Segundo ele, especialistas dos Emirados Árabes podem compartilhar iniciativas adotadas naquele país. “Ele pode compartilhar um pouco todas as iniciativas de cibersegurança adotadas pelo governo dos Emirados Árabes com executivos e representantes do Poder Público do Brasil.”

A troca de experiências pode ajudar São Paulo a ampliar a proteção dos seus sistemas digitais.

Cidade inteligente precisa ser digitalmente segura

A expansão dos serviços digitais cria novas oportunidades, mas também novos riscos.

Ataques cibernéticos podem comprometer:

  • sistemas administrativos;
  • plataformas de atendimento;
  • dados pessoais;
  • serviços municipais.

Por isso, a segurança digital passa a fazer parte da própria infraestrutura da cidade.

Uma cidade inteligente não depende apenas de tecnologia.

Ela também precisa de sistemas confiáveis.

GITEX chega a São Paulo em 2027

Outro ponto importante da reunião foi a apresentação da GITEX.

A feira é uma das maiores do mundo nas áreas de tecnologia e inovação.

Tradicionalmente realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, reúne empresas, startups, investidores, governos e especialistas.

A primeira edição na América Latina está prevista para os dias 16 e 17 de março de 2027, no Distrito Anhembi, na Zona Norte de São Paulo.

Evento terá foco em inteligência artificial

A edição de São Paulo terá como foco:

  • inteligência artificial;
  • startups;
  • inovação;
  • investimentos;
  • transformação digital.

A proposta é conectar empresas latino-americanas a investidores e organizações internacionais.

Esse tipo de evento pode ampliar a presença de São Paulo no mapa global da tecnologia.

Startups periféricas também entram na pauta

Durante o encontro, Sansão Pereira defendeu que a GITEX também abra espaço para empreendedores das periferias da cidade.

A proposta é ampliar a participação de projetos que normalmente têm menos acesso a grandes eventos e investidores.

Bruno Veronezze afirmou que a organização está buscando essas iniciativas.

“Estamos fazendo um trabalho para identificar projetos vindos das periferias para que nós possamos expor dentro do evento.”

A medida amplia o debate sobre inovação como ferramenta de inclusão econômica.

Tecnologia também pode gerar oportunidades

O setor de inovação não é apenas uma área de desenvolvimento tecnológico.

Também movimenta:

  • empregos;
  • investimentos;
  • novos negócios;
  • capacitação;
  • empreendedorismo.

Ao aproximar startups de investidores, eventos internacionais podem ajudar empresas pequenas a ganhar escala.

Isso também pode fortalecer o ecossistema de inovação da capital.

North Star aproxima startups de investidores

A GITEX pretende trazer para São Paulo o programa North Star.

A iniciativa é voltada a startups, investidores e ecossistemas de inovação.

Segundo Veronezze, o programa oferece oportunidades para apresentação de negócios, participação em concursos, rodadas de investimento e exposição de projetos.

Esse tipo de ambiente pode ajudar empresas em estágio inicial a encontrar parceiros e capital.

Tecnologia precisa gerar resultado na prática

O desafio para o setor público será transformar inovação em melhoria concreta.

Uma nova tecnologia precisa produzir resultados mensuráveis.

Isso pode significar:

  • redução de tempo;
  • economia de recursos;
  • melhoria no atendimento;
  • prevenção de riscos;
  • maior eficiência.

Sem indicadores, fica difícil medir o impacto real das soluções.

IA pode apoiar decisões urbanas

A inteligência artificial também pode ser combinada com outros sistemas digitais.

Um exemplo é a utilização de modelos capazes de simular o comportamento da cidade.

Essas ferramentas podem auxiliar o planejamento de obras, trânsito e infraestrutura.

Foi justamente essa aplicação que apareceu na segunda parte da reunião.

Gêmeos digitais podem prever enchentes

O pesquisador Filipe Antonio Marques Falcetta apresentou o projeto CCD Cidades Resilientes a Inundações.

A iniciativa utiliza os chamados gêmeos digitais.

Esses sistemas criam modelos detalhados da cidade e simulam como a água pode se espalhar em diferentes cenários.

A tecnologia permite identificar áreas com maior risco de inundação.

Obras podem ser testadas antes da execução

Uma das principais vantagens é a possibilidade de avaliar intervenções antes de realizá-las.

O sistema pode simular:

  • chuvas intensas;
  • alterações de drenagem;
  • obras;
  • mudanças urbanísticas.

Isso ajuda a prever efeitos e reduzir riscos de decisões equivocadas.

“A vantagem é trabalhar com cenários que nunca aconteceram”

Falcetta explicou que os modelos digitais permitem testar situações futuras. “Basicamente, nós estamos concebendo os gêmeos digitais. O foco completo deles é olhar como o escoamento acontece, como a cidade, dinâmica na questão climática, modifica a relação da população com as inundações.”

Ele destacou ainda: “A vantagem é a possibilidade de trabalhar com cenários que nunca aconteceram na cidade de São Paulo.”

Essa capacidade pode ser especialmente importante diante do aumento de eventos climáticos extremos.

Tecnologia pode tornar planejamento mais eficiente

Obras de drenagem exigem alto investimento.

Quando decisões são tomadas sem dados suficientes, há risco de desperdício.

Modelos digitais podem ajudar gestores a identificar onde investir primeiro e quais soluções têm maior chance de funcionar.

Isso permite um planejamento mais preciso.

Dados ajudam a direcionar recursos

O uso de tecnologia também pode contribuir para identificar regiões prioritárias.

Com dados detalhados, o poder público pode mapear:

  • áreas com maior incidência de alagamentos;
  • pontos críticos de drenagem;
  • regiões vulneráveis;
  • impactos de novas obras.

Essa informação ajuda na definição de prioridades.

Inteligência artificial precisa de governança

O avanço dessas ferramentas exige regras claras.

É necessário definir:

  • quem utiliza os dados;
  • quais sistemas podem tomar decisões;
  • como erros serão corrigidos;
  • como informações pessoais serão protegidas.

A adoção sem critérios pode gerar problemas de segurança e confiança.

Poder público precisa manter controle sobre tecnologia

Outro ponto importante é evitar dependência excessiva de fornecedores privados.

Governos precisam compreender as soluções contratadas.

Também precisam garantir continuidade dos sistemas e acesso aos próprios dados.

A tecnologia deve apoiar a gestão pública, não criar novas fragilidades.

Mobilidade também entra na agenda

A reunião da Comissão de Inovação também aprovou um requerimento para convidar representantes da área de mobilidade.

Entre os convidados estão integrantes da CET, da Secretaria de Mobilidade, da GCM e da área jurídica da Prefeitura.

O objetivo é discutir regulamentação e fiscalização de bicicletas e patinetes elétricos.

Novas tecnologias exigem novas regras

O crescimento da micromobilidade mostra como a inovação também cria desafios regulatórios.

Patinetes e bicicletas elétricas passaram a fazer parte do cotidiano da cidade.

Isso exige decisões sobre:

  • circulação;
  • velocidade;
  • estacionamento;
  • segurança;
  • fiscalização.

A legislação precisa acompanhar a evolução tecnológica.

Comissão amplia papel da tecnologia no debate urbano

A reunião mostra que inovação passou a fazer parte de várias áreas da administração pública.

O debate já não está restrito a equipamentos ou aplicativos.

Agora envolve:

  • inteligência artificial;
  • cibersegurança;
  • prevenção de enchentes;
  • mobilidade;
  • empreendedorismo;
  • inclusão.

São temas que impactam diretamente a vida da população.

São Paulo busca avançar como cidade inteligente

A existência de uma comissão específica voltada à inovação mostra que a capital pretende ampliar o uso de tecnologia na gestão.

O desafio será transformar discussão em políticas concretas.

A cidade possui escala e complexidade suficientes para funcionar como laboratório de soluções urbanas.

Inovação também precisa ser inclusiva

Outro ponto importante é garantir que a transformação digital não amplie desigualdades.

Nem todos têm o mesmo acesso a tecnologia, equipamentos e internet.

Por isso, políticas públicas precisam considerar diferentes públicos.

A inclusão de empreendedores periféricos na GITEX é um exemplo de tentativa de ampliar o alcance dessas oportunidades.

Tecnologia deixa de ser suporte e vira infraestrutura

Durante décadas, infraestrutura urbana significou principalmente obras físicas.

Hoje, uma nova camada ganha importância.

Dados.

Sistemas digitais.

Algoritmos.

Inteligência artificial.

Cibersegurança.

Essas ferramentas passam a ter impacto direto no funcionamento da cidade.

São Paulo entra em nova fase da transformação digital

O debate na Câmara mostra que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço mais estratégico na administração pública.

Ela pode ajudar a melhorar serviços, antecipar riscos e apoiar decisões.

Mas também exige cuidados.

Privacidade, segurança e transparência precisam acompanhar a inovação.

O principal desafio será garantir que a tecnologia não seja apenas uma novidade.

Ela precisa gerar resultado.

E, principalmente, precisa ser utilizada para melhorar a vida de quem vive na cidade.

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