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Brasil escolhe novo presidente neste domingo após primeiro turno marcado por disputa acirrada

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O Brasil volta às urnas neste domingo, 25 de outubro, para escolher quem ocupará a Presidência da República no mandato de 2027 a 2031. O segundo turno será disputado pelo atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e pelo senador Flávio Bolsonaro (PL).

A votação será realizada das 8h às 17h, pelo horário oficial de Brasília, em todo o país. A partir das 17h, a Justiça Eleitoral começa a emitir os boletins de urna e a divulgar a totalização dos votos.

A eleição chega à etapa decisiva depois de um primeiro turno marcado por uma diferença de apenas 1,87 ponto percentual entre os dois candidatos.

Flávio e Lula ficaram separados por 2,2 milhões de votos

Com 100% das seções totalizadas no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 56.104.503 votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos.

Lula teve 53.879.538 votos, ou 45,16%.

A diferença entre os dois foi de 2.224.965 votos.

Nenhum dos candidatos ultrapassou 50% dos votos válidos, condição necessária para definir a eleição presidencial no primeiro turno.

Outros candidatos somaram 7,81% dos votos válidos

Além dos dois candidatos classificados para a etapa final, outros nomes disputaram a Presidência.

Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar, com 3.448.569 votos, ou 2,89%.

Renan Santos (Missão) recebeu 2.675.887 votos, equivalentes a 2,24%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) somou 2.605.148 votos, ou 2,18%. Os demais candidatos ficaram abaixo de 1%.

Ao todo, foram contabilizados 119.300.788 votos válidos.

Mais de 125 milhões compareceram ao primeiro turno

O primeiro turno registrou 125.275.835 eleitores presentes, correspondente a 78,92% do eleitorado apto.

Foram contabilizados ainda 2.300.798 votos em branco e 3.674.249 votos nulos.

A abstenção chegou a 33.469.244 eleitores, ou 21,08%.

Para as Eleições 2026, mais de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a votar.

Votos dos candidatos eliminados não são transferidos

Os votos recebidos pelos candidatos que ficaram fora do segundo turno não são transferidos automaticamente para Lula ou Flávio Bolsonaro.

O eleitor fará uma nova escolha neste domingo.

Na disputa presidencial, vence o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os votos em branco e nulos.

Quem faltou no primeiro turno pode votar

O eleitor que não compareceu às urnas em 4 de outubro pode participar normalmente do segundo turno.

A Justiça Eleitoral considera cada turno uma eleição independente.

Para votar, é necessário apenas que o título esteja em situação regular, ou seja, não esteja cancelado ou suspenso.

A ausência no primeiro turno poderá ser justificada até 3 de dezembro de 2026. Para quem não votar no segundo turno, o prazo de justificativa termina em 8 de janeiro de 2027.

Votação acontece das 8h às 17h

O horário será unificado em todo o território nacional.

As seções começam a receber os eleitores às 8h, no horário de Brasília, e encerram a votação às 17h.

Se ainda houver eleitores na fila nesse horário, eles poderão votar normalmente.

A partir das 17h, começa a emissão dos boletins de urna e a divulgação dos resultados.

Não existe um horário previamente definido para a confirmação matemática do vencedor. Isso dependerá do ritmo da totalização.

O que levar para votar

O eleitor deve apresentar um documento oficial com fotografia.

São aceitos, entre outros:

  • carteira de identidade;
  • CNH;
  • passaporte;
  • carteira de trabalho;
  • certificado de reservista;
  • carteira profissional reconhecida por lei.

O título de eleitor físico não é obrigatório.

O e-Título pode ser utilizado como documento de identificação quando apresentar a fotografia do eleitor. Caso o aplicativo não mostre a foto, será necessário apresentar outro documento oficial com fotografia.

Biometria não é obrigatória para votar

Quem ainda não possui biometria cadastrada também pode votar.

A falta do cadastro biométrico não impede o exercício do voto, desde que a inscrição eleitoral esteja regular.

Nessas situações, a identificação é feita por meio de documento oficial com foto.

Presidente eleito assume em janeiro de 2027

O vencedor do segundo turno assumirá a Presidência da República em 5 de janeiro de 2027.

A data é diferente da tradicional posse em 1º de janeiro e passa a valer para o mandato iniciado após as eleições de 2026.

O vice-presidente eleito assumirá na mesma data.

O mandato presidencial terá duração de quatro anos.

Próximo presidente enfrentará uma agenda ampla

Independentemente do resultado, o próximo governo terá de lidar com uma agenda que envolve economia, contas públicas, segurança, saúde, educação, infraestrutura, tecnologia e relações institucionais.

As respostas dependerão não apenas das decisões do presidente, mas também da relação com o Congresso Nacional, governos estaduais, municípios e demais instituições.

Economia e custo de vida

Inflação, geração de empregos, crescimento econômico, produtividade e equilíbrio das contas públicas continuarão no centro do debate.

O próximo governo terá de administrar pressões por aumento de investimentos e políticas sociais ao mesmo tempo em que enfrenta limites fiscais.

A capacidade de melhorar o ambiente econômico também terá impacto sobre renda, consumo e investimentos privados.

Segurança pública e crime organizado

O avanço de organizações criminosas, o tráfico de drogas, o controle de fronteiras e a integração entre as forças de segurança estarão entre os temas nacionais.

Embora a segurança pública seja exercida em grande parte pelos estados, o governo federal atua em áreas como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, fronteiras e políticas nacionais de combate ao crime organizado.

Saúde e educação

Na saúde, filas por atendimento, financiamento do Sistema Único de Saúde e acesso a tratamentos permanecem entre os desafios.

Na educação, temas como alfabetização, qualidade da aprendizagem, ensino técnico, acesso à universidade e formação profissional devem continuar presentes na agenda nacional.

Relação com o Congresso será decisiva

Qualquer presidente eleito dependerá da relação com Câmara dos Deputados e Senado para avançar em mudanças legislativas, orçamento e reformas.

O cenário exige capacidade de negociação política e construção de maiorias parlamentares.

A composição do Congresso eleito em 2026 terá, portanto, impacto direto sobre a capacidade de execução do próximo governo.

Infraestrutura, tecnologia e competitividade

Investimentos em transportes, saneamento, energia, habitação e conectividade também farão parte da agenda.

Ao mesmo tempo, inteligência artificial, transformação digital e novas tecnologias passam a ocupar espaço crescente nas discussões sobre produtividade e competitividade.

O desafio envolve aproximar inovação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico.

Mudanças climáticas ampliam pressão sobre infraestrutura

Eventos extremos aumentaram a necessidade de políticas de adaptação e prevenção.

Enchentes, secas, ondas de calor e incêndios provocam impactos sociais e econômicos e exigem investimentos de longo prazo.

O tema tende a atravessar áreas como infraestrutura, agricultura, energia, cidades e proteção ambiental.

Eleição definirá comando do Executivo até 2031

A votação deste domingo encerra uma disputa que chegou ao segundo turno com diferença pequena entre os dois primeiros colocados.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%.

A partir das 8h deste domingo, os brasileiros farão uma nova escolha.

Quando as urnas fecharem, às 17h, começará a totalização que definirá quem comandará o Poder Executivo federal entre 2027 e 2031.

Mais do que escolher um nome, a votação definirá a orientação do governo federal para temas que terão impacto direto sobre economia, políticas públicas, relações institucionais e o posicionamento do Brasil nos próximos quatro anos.

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