
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) inicia em Americana, no interior de São Paulo, uma iniciativa voltada à formação e identificação de novas goleiras para as seleções femininas de base do país.
O projeto Em Busca da Camisa #1, desenvolvido em parceria com a Federação Paulista de Futebol (FPF), terá sua primeira etapa entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, na Escola de Goleiros Camisa 1.
A ação reúne investimento em formação esportiva, desenvolvimento de talentos e criação de uma base nacional de atletas que poderá apoiar futuras convocações das seleções brasileiras.
Projeto pretende transformar formação em oportunidade
A proposta do Em Busca da Camisa #1 vai além de uma avaliação pontual.
O objetivo é identificar jovens goleiras, acompanhar o desenvolvimento técnico dessas atletas e reunir informações em um banco nacional de talentos.
Essa estrutura poderá ser utilizada pela CBF como apoio em processos de observação e futuras convocações das categorias de base.
A expectativa é de que 1.200 meninas participem do projeto até 2027.
Americana será a primeira parada nacional
A primeira etapa será realizada na Escola de Goleiros Camisa 1, em Americana.
O projeto atende atletas nascidas entre 2009 e 2015 que já atuam como goleiras em clubes ou projetos esportivos.
Depois de São Paulo, a iniciativa passará por outras quatro cidades, uma em cada região do Brasil.
A estratégia busca ampliar a capacidade de identificação de talentos fora dos grandes centros tradicionais.
Formação de goleiras exige trabalho especializado
A posição de goleira exige preparação técnica específica.
Além de fundamentos como posicionamento, defesa, saída de bola e tomada de decisão, as atletas precisam desenvolver características diferentes das jogadoras de linha.
Por isso, projetos focados exclusivamente nessa função podem acelerar a formação e ampliar a quantidade de atletas preparadas para competir em alto nível.
Evento também terá capacitação profissional
A programação em Americana não será dedicada apenas às jogadoras.
O evento contará com um workshop para 20 preparadores de goleiras, ampliando o alcance da iniciativa para profissionais que atuam na formação esportiva.
Também haverá uma clínica prática aberta a meninas interessadas em experimentar a posição.
Esse modelo combina descoberta de talentos, capacitação técnica e estímulo à entrada de novas atletas no futebol.
Formação esportiva também movimenta uma cadeia de negócios
O desenvolvimento do futebol feminino não depende apenas dos clubes profissionais.
Escolas de formação, projetos sociais, preparadores, centros de treinamento, profissionais de saúde, empresas de equipamentos esportivos e patrocinadores fazem parte de uma cadeia que cresce junto com a modalidade.
Iniciativas como o Em Busca da Camisa #1 ajudam a organizar essa base e criar um fluxo mais estruturado entre formação e alto rendimento.
Banco de talentos pode ampliar oportunidades
Ao final das etapas, as informações das participantes formarão um banco nacional de goleiras.
A ferramenta permitirá que a CBF acompanhe atletas de diferentes regiões e tenha uma base mais ampla para futuras avaliações.
Para as jovens participantes, isso aumenta a possibilidade de visibilidade dentro do sistema de formação do futebol brasileiro.
Escola Camisa 1 já atendeu mais de 4,5 mil jovens
A Escola de Goleiros Camisa 1 atua desde 2005 e já atendeu gratuitamente mais de 4,5 mil crianças e adolescentes.
O projeto alcança jovens de Americana, Sumaré, Santa Bárbara d’Oeste, Limeira, Piracicaba e Nova Odessa.
Atualmente, cerca de 150 alunos, entre 7 e 17 anos, participam dos treinamentos.
Projeto já revelou atletas profissionais
A estrutura da escola também já contribuiu para revelar atletas que chegaram ao futebol profissional.
Entre eles estão Léo Aragão, do Cruzeiro, e Daniel Fuzato, do Vasco da Gama.
Esses resultados ajudam a demonstrar como projetos de base podem funcionar como ponte entre formação esportiva e oportunidades profissionais.
Lei Paulista ajuda a financiar formação esportiva
A Escola de Goleiros Camisa 1 capta recursos por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte há nove anos.
O mecanismo permite que empresas apoiem projetos previamente aprovados pelo Governo de São Paulo.
Esses recursos podem ser destinados a iniciativas de formação, rendimento, esporte educacional, projetos sociodesportivos, infraestrutura e gestão.
Incentivo já movimentou R$ 240 milhões desde 2023
Desde janeiro de 2023, a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte já destinou cerca de R$ 240 milhões a mais de 700 projetos no Estado de São Paulo.
Esse modelo conecta investimento privado e políticas públicas para ampliar o acesso a atividades esportivas.
Na prática, permite que projetos de formação mantenham estrutura, profissionais e atividades gratuitas ou subsidiadas.
Futebol feminino amplia demanda por novos talentos
O crescimento do futebol feminino aumenta também a necessidade de uma base mais estruturada.
Com mais competições, categorias de formação e calendário ampliado, clubes e seleções precisam identificar atletas cada vez mais cedo.
A criação de programas nacionais de observação ajuda a organizar esse processo.
Interior paulista ganha espaço na formação esportiva
A escolha de Americana como primeira parada reforça o papel do interior de São Paulo no desenvolvimento de atletas.
Cidades fora da capital concentram escolas, projetos e centros de treinamento que formam jogadores para diferentes níveis do futebol.
A descentralização das avaliações também amplia a chance de encontrar atletas que antes poderiam ficar fora do radar de grandes clubes e seleções.
Projeto combina investimento, formação e oportunidade
O Em Busca da Camisa #1 reúne três elementos importantes para o crescimento do futebol feminino: investimento, formação técnica e criação de oportunidades.
Ao integrar CBF, Federação Paulista, projeto especializado e mecanismos de incentivo ao esporte, a iniciativa cria uma estrutura mais ampla para identificação e desenvolvimento de jovens goleiras.
Futebol feminino se torna também um mercado de formação
À medida que a modalidade cresce, a formação de atletas passa a ganhar valor econômico.
Clubes, centros de treinamento e projetos de base conseguem estruturar carreiras, atrair investimentos e criar novas oportunidades profissionais.
Preparadores, analistas, fisioterapeutas, treinadores e outros profissionais também passam a encontrar mais espaço nesse mercado.
Americana abre projeto com alcance nacional
Com a primeira etapa marcada para o fim de outubro, Americana se torna o ponto inicial de uma iniciativa que pretende percorrer o país.
A expectativa de alcançar 1.200 atletas até 2027 mostra a escala planejada para o projeto.
Mais do que identificar futuras goleiras para as seleções de base, a iniciativa ajuda a consolidar uma cadeia de formação que pode fortalecer o futebol feminino brasileiro no longo prazo.




