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Finep amplia para R$ 450 milhões recursos para projetos de inovação

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Empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão acesso a R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis para desenvolver projetos de inovação e de risco tecnológico.

O valor faz parte da segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil – Subvenção Econômica, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), voltada a empresas de diferentes portes.

A iniciativa tinha orçamento inicial de R$ 300 milhões, mas receberá uma suplementação de R$ 150 milhões, ampliando em 50% os recursos disponíveis.

A expectativa é financiar 114 projetos inovadores, com foco em desenvolvimento regional, aplicação tecnológica e impacto econômico e social.

Recursos não precisam ser devolvidos

A principal característica da subvenção econômica é que os valores concedidos às empresas não precisam ser reembolsados, desde que os projetos cumpram as condições estabelecidas no edital.

Esse modelo é utilizado para estimular pesquisas e iniciativas que envolvem maior grau de risco tecnológico.

Ao dividir parte desse risco com o setor público, a Finep busca facilitar investimentos em produtos, processos e soluções que poderiam não avançar apenas com recursos privados.

Nordeste concentra maior parcela inicial

Antes da suplementação, os R$ 300 milhões estavam distribuídos entre as três regiões da seguinte forma:

  • Nordeste: R$ 150 milhões;
  • Centro-Oeste: R$ 100 milhões;
  • Norte: R$ 50 milhões.

Com a inclusão de mais R$ 150 milhões, a chamada passa a contar com um total de R$ 450 milhões para ampliar o número de projetos contemplados.

A distribuição complementar deverá seguir as regras estabelecidas para a seleção.

Micro e pequenas empresas são maioria entre selecionadas

Entre os projetos inicialmente aprovados, 75% pertencem a microempresas e empresas de pequeno porte.

As microempresas consideradas no levantamento possuem faturamento inferior a R$ 1 milhão, enquanto as empresas de pequeno porte apresentam receitas anuais de até R$ 4,8 milhões.

O perfil mostra que parte significativa dos recursos de inovação deverá chegar a negócios de menor porte.

Isso é particularmente relevante porque pequenas empresas costumam enfrentar maiores dificuldades para financiar pesquisa, desenvolvimento e inovação por conta própria.

Projetos envolvem risco tecnológico

A chamada tem como foco iniciativas consideradas inovadoras e que apresentem algum nível de risco tecnológico.

Isso significa que os projetos podem envolver desenvolvimento de novos produtos, criação de tecnologias, aperfeiçoamento de processos ou aplicação de conhecimento científico em soluções ainda não consolidadas no mercado.

Esse tipo de investimento costuma exigir recursos elevados e apresenta incerteza maior do que projetos empresariais tradicionais.

Finep busca reduzir desigualdades regionais

Outro objetivo da iniciativa é diminuir a concentração de investimentos em inovação nas regiões mais desenvolvidas do país.

Ao direcionar a chamada exclusivamente ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a Finep procura estimular empresas e centros de conhecimento instalados fora dos principais polos tecnológicos do Sul e Sudeste.

Para o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, a medida também permite compartilhar com as empresas parte do risco envolvido no desenvolvimento tecnológico.

Segundo ele, a iniciativa integra as ações da financiadora voltadas à redução das desigualdades regionais.

Governo aposta em inovação como instrumento de desenvolvimento

A suplementação dos recursos foi anunciada pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

Segundo ela, ampliar os investimentos significa criar mais oportunidades para empresas, pesquisadores e projetos capazes de transformar conhecimento em tecnologia.

A estratégia busca aproximar pesquisa científica e setor produtivo, estimulando soluções que possam resultar em novos negócios, empregos e aumento de produtividade.

Pequenas empresas enfrentam barreiras para inovar

Projetos tecnológicos costumam exigir investimentos antes mesmo de existir garantia de retorno financeiro.

Para empresas menores, essa etapa pode representar uma barreira importante.

Os custos podem envolver contratação de pesquisadores, desenvolvimento de protótipos, testes, aquisição de equipamentos e certificações.

Por isso, recursos de subvenção podem funcionar como instrumento para permitir que projetos avancem até uma etapa em que estejam mais próximos do mercado.

Financiamento à inovação pode gerar novos produtos

Quando uma empresa consegue transformar pesquisa em aplicação comercial, os impactos podem ultrapassar o próprio negócio.

Novas tecnologias podem gerar fornecedores, empregos especializados, aumento de produtividade e soluções utilizadas por outros setores.

Dependendo do projeto, a inovação também pode trazer benefícios sociais, ambientais ou de infraestrutura.

É justamente esse potencial de impacto que a chamada busca identificar entre as propostas selecionadas.

Edital amplia espaço para empresas fora dos grandes centros

A concentração histórica de empresas de tecnologia, universidades e investimentos em algumas regiões brasileiras dificulta a formação de ecossistemas de inovação em outras partes do país.

Programas direcionados territorialmente procuram enfrentar esse problema.

Ao reservar recursos para Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a chamada tenta fortalecer empresas já existentes e estimular novas conexões entre setor privado, pesquisadores, universidades e centros tecnológicos.

Suplementação permite contemplar mais propostas

O acréscimo de R$ 150 milhões representa uma expansão de 50% em relação ao orçamento inicialmente previsto.

Com isso, projetos que poderiam ficar de fora por limitação financeira passam a ter possibilidade de apoio.

O financiamento de 114 iniciativas também amplia a diversidade de empresas e soluções alcançadas pelo programa.

Inovação deixa de ser tema restrito a grandes empresas

O fato de três quartos dos projetos selecionados inicialmente estarem ligados a micro e pequenas empresas mostra uma mudança importante no ambiente de inovação.

Desenvolvimento tecnológico não está mais restrito a grandes corporações ou centros de pesquisa de maior porte.

Startups e pequenos negócios também podem desenvolver produtos, softwares, soluções industriais e tecnologias com potencial de crescimento.

O desafio é garantir acesso a capital, conhecimento e infraestrutura.

Recursos públicos dividem risco com setor privado

Programas de subvenção partem do princípio de que algumas inovações possuem interesse econômico e social relevante, mas apresentam risco elevado demais para depender exclusivamente do investimento empresarial.

Nesse modelo, o poder público assume parte do custo para aumentar a probabilidade de desenvolvimento das soluções.

Se os projetos chegarem ao mercado, os resultados podem aparecer posteriormente na forma de novos produtos, aumento de produtividade, geração de empregos e maior competitividade.

Aporte reforça estratégia de descentralização tecnológica

A ampliação da chamada para R$ 450 milhões mostra que a política de inovação também está sendo utilizada como ferramenta de desenvolvimento regional.

Mais do que financiar empresas individualmente, a iniciativa busca estimular ecossistemas tecnológicos em regiões que historicamente recebem menor volume de investimentos.

O resultado dependerá da capacidade dos projetos selecionados de transformar recursos públicos em soluções tecnológicas, novos negócios e impacto econômico.

Se esse ciclo funcionar, inovação e desenvolvimento regional podem passar a caminhar de forma cada vez mais integrada no país.

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