O Partido Liberal ampliou sua presença na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e seguirá como a maior bancada da Casa na próxima legislatura.

Nas eleições de domingo (4), o PL elegeu 27 deputados estaduais. Atualmente, a legenda conta com 21 parlamentares.

O PT continuará com a segunda maior representação, mas terá 16 deputados eleitos, ante os atuais 17.

Ao todo, 94 parlamentares foram escolhidos para compor a próxima legislatura da Alesp.

PL amplia vantagem sobre demais partidos

Com 27 cadeiras, o PL terá quase um terço das vagas da Assembleia Legislativa.

A legenda ampliou sua representação em seis deputados e abriu vantagem sobre os demais partidos.

Entre os eleitos estão Eduarda Campopiano, Giovanni Sanches, Tenente Coimbra, Thomaz Henrique, Conte Lopes, Dani Alonso, Danilo Balas, Bruno Zambelli, Lucas Bove, Fabiana Bolsonaro e Thiago Auricchio.

A ampliação da bancada coloca o partido em posição de destaque nas negociações internas da Casa, na formação das comissões e na articulação de votações durante a próxima legislatura.

PT mantém segunda maior bancada

O Partido dos Trabalhadores elegeu 16 deputados estaduais e continuará ocupando a segunda posição entre as maiores bancadas.

A legenda contará, entre outros nomes, com Eduardo Suplicy, Professora Bebel, Emídio, Enio Tatto, Paulo Fiorilo, Thainara Faria, João Paulo Rillo e Ana Perugini.

O partido perdeu uma cadeira na comparação com a composição atual.

O PCdoB, que integra a mesma federação partidária, não conseguiu manter a cadeira que possuía.

PSOL cresce de cinco para nove deputados

Uma das principais mudanças na composição da Alesp ocorreu no PSOL.

O partido passou de cinco para nove deputados eleitos.

Entre os nomes estão Sofia Favero, Carlos Giannazi, Paula da Bancada Feminista, Ediane Maria, Luiza Erundina, Monica das Pretas, Mariana Conti, Débora Camilo e Keit Lima.

O avanço amplia a presença da legenda dentro do campo da oposição e pode alterar a dinâmica das articulações políticas na Casa.

PSD perde espaço e fica com nove cadeiras

O PSD, que atualmente possui 11 deputados, elegeu nove parlamentares.

Entre os nomes estão Rogério Nogueira, Barros Munhoz, Marta Costa, Carla Morando, Analice Fernandes, Thammy Miranda e Mauro Bragato.

Mesmo com a redução, o partido continuará entre as maiores bancadas da Assembleia.

PP cresce e Federação União Progressista terá nove parlamentares

O Progressistas ampliou sua representação de duas para cinco cadeiras.

Foram eleitos Danilo Joan, Delegado Olim, Sargento Castro, Telhadinha/Capitão Telhada e Delegado Mesquita.

O União Brasil elegeu quatro deputados: Rafael Saraiva, Douglas Garcia, Solange Freitas e Camila Godoi.

Somados, PP e União Brasil formarão uma bancada de nove parlamentares pela Federação União Progressista.

Podemos e Republicanos terão seis deputados cada

O Podemos elegeu seis parlamentares:

  • Rogerio Lins;
  • Dr. Edson da Paiol;
  • Leandro Basson;
  • Kaká do Autismo;
  • Fabio Faria de Sá;
  • Ricardo França.

O Republicanos também terá seis representantes:

  • Bruna Furlan;
  • Danilo Campetti;
  • Ely Santos;
  • Renata Sene;
  • Sebastião Santos;
  • Gilmaci Santos.

MDB elege cinco representantes

O MDB terá cinco deputados estaduais na próxima legislatura:

  • Itamar Borges;
  • Regina Nunes;
  • Reinaldo Alguz;
  • Léo Oliveira;
  • Caruso.

O PSB contará com três parlamentares: Caio França, Valdomiro Lopes e Marina Bragante.

Partidos menores terão representação individual

Quatro legendas elegeram um deputado cada.

O Missão terá Rafa Minato.

O PSDB será representado por Ana Carolina Serra.

O Novo elegeu Henrique Krigner.

O PRD terá Atila Jacomussi.

Como ficou a distribuição das 94 cadeiras

A nova composição partidária da Alesp ficará assim:

  • PL: 27 deputados;
  • PT: 16;
  • PSOL: 9;
  • PSD: 9;
  • Podemos: 6;
  • Republicanos: 6;
  • MDB: 5;
  • PP: 5;
  • União Brasil: 4;
  • PSB: 3;
  • Missão: 1;
  • PSDB: 1;
  • Novo: 1;
  • PRD: 1.

A soma chega às 94 cadeiras da Assembleia Legislativa.

Nova composição altera correlação de forças

O resultado fortalece o PL dentro da Alesp e amplia o peso de legendas ligadas ao campo político mais à direita e ao centro-direita.

Ao mesmo tempo, PT e PSOL concentram parte importante da oposição.

A nova configuração terá impacto na escolha da Mesa Diretora, na presidência das comissões permanentes e nas negociações em torno de projetos enviados pelo Governo do Estado.

A formação de blocos parlamentares também deverá ser determinante para definir o equilíbrio político da próxima legislatura.

Eleição segue sistema proporcional

A escolha dos deputados estaduais ocorre pelo sistema proporcional.

Isso significa que a conquista de uma cadeira não depende apenas da votação individual do candidato.

Também são considerados os votos recebidos pelos partidos e federações, conforme as regras do quociente eleitoral.

Por esse sistema, o desempenho coletivo das legendas influencia diretamente a quantidade de vagas conquistadas na Assembleia.

A partir da posse dos 94 eleitos, a nova composição deverá definir o equilíbrio de forças que marcará os próximos quatro anos na política paulista.

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