As abordagens acontecem principalmente por mensagens suspeitas, ligações telefônicas, e-mails falsos, perfis fraudulentos em redes sociais e pedidos de transferência via Pix. Segundo o levantamento, o avanço das tecnologias de comunicação ampliou o acesso a serviços e à interação digital, mas também elevou significativamente os riscos de crimes virtuais.

“Hoje, praticamente toda a população está exposta a tentativas de fraude”, destaca o estudo da Fundação Seade ao analisar o cenário de segurança online no estado.

Golpes virtuais já causaram prejuízo financeiro

Os dados mostram que os golpes não ficam apenas na tentativa. De acordo com a pesquisa, 40% da população paulista já realizou compras em lojas virtuais inexistentes, um dos crimes mais comuns no ambiente digital.

Além disso, 24% dos entrevistados relataram fraude ou clonagem de cartão bancário nos últimos 12 meses. O impacto financeiro é significativo: mais de um terço das vítimas afirmou ter perdido dinheiro em golpes digitais sem conseguir recuperar o valor.

Esses números reforçam o crescimento das fraudes online em SP, principalmente em transações financeiras e compras pela internet.

Golpes via Pix preocupam autoridades

O Pix, sistema de pagamento instantâneo amplamente utilizado no Brasil, também se tornou alvo de criminosos. O estudo aponta que um em cada quatro paulistas já foi vítima ou alvo de tentativa de golpe envolvendo Pix, o que representa aproximadamente nove milhões de pessoas.

Outro dado relevante é que 15% da população do estado já sofreu golpes em maquininhas de cartão, atingindo cerca de cinco milhões de moradores.

Perfil das vítimas de golpes digitais

A pesquisa indica que quanto maior o uso da internet, maior a exposição aos riscos. Pessoas com idade entre 30 e 59 anos, com ensino superior e renda mais alta, aparecem entre os principais alvos das tentativas de fraude.

Por outro lado, a sensação de vulnerabilidade digital é maior entre idosos, pessoas com menor escolaridade e famílias de baixa renda, que se consideram mais suscetíveis aos golpes.

A percepção geral da população reforça o alerta: 95% acreditam que os golpes digitais estão aumentando, enquanto apenas 12% se dizem muito confiantes de que não serão vítimas de fraudes online.

O cenário revela que os golpes virtuais se tornaram um risco constante para quem utiliza a internet no dia a dia.

Polícia de SP intensifica combate aos crimes cibernéticos

Diante do avanço das fraudes digitais, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo tem ampliado operações contra quadrilhas especializadas. Entre as ações estão o fechamento de falsas centrais de atendimento e de centrais bancárias fraudulentas, muitas voltadas a golpes contra idosos.

Um dos principais núcleos de combate é a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A unidade encerrou 2025 com 353 casos solucionados, média de quase um crime digital esclarecido por dia.

Segundo o delegado Paulo Barbosa, responsável pela divisão, os resultados são fruto da integração entre investigação policial e inteligência técnica. A DCCiber conta com o Centro de Inteligência Cibernética (CIC), formado por policiais com conhecimento avançado em tecnologia da informação, que atuam no rastreamento e desarticulação de redes de golpes virtuais.

Como se proteger de golpes digitais

Especialistas em segurança digital reforçam algumas medidas básicas de prevenção:

  • Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado

  • Não clicar em links enviados por desconhecidos

  • Verificar se o site possui CNPJ e canais de atendimento reais

  • Não compartilhar senhas, códigos de verificação ou dados bancários

  • Redobrar a atenção em transferências via Pix

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